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Dúvida: polícias Civil e Militar não confirmam se homem preso é suspeito de matar sargento

Após divulgar por meio de nota a prisão do suposto assassino do sargento Camacho, PM não confirma se homem detido cometeu o crime. Delegado também negou certeza, mas disse que suspeito responde por quatro roubos 28/07/2015 às 16:22
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Thiago Castro da Gama foi preso por outros crimes: quatro roubos na capital
VINICIUS LEAL E JOANA QUEIROZ Manaus (AM)

Uma controvérsia está lançada: Thiago Castro da Gama, de 25 anos, é ou não o suspeito de ter assassinado o sargento da Polícia Militar Afonso Camacho Dias, morto no último dia 17 em um latrocínio durante o golpe “saidinha de banco”, no bairro Educandos, em Manaus? Nem a PM ou a Polícia Civil têm certeza disso.

Thiago foi preso nesta segunda-feira (27) e foi anunciado como suspeito da morte de Camacho pela Polícia Militar, por meio de nota à imprensa. Entretanto, em coletiva de imprensa na manhã desta terça (28), o capitão Rayleno Pereira, da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), não conseguiu confirmar se Thiago tem participação no crime ou não.

Ontem, o delegado responsável pelas investigações da morte do sargento, Adriano Félix, titular da Delegacia de Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd), já havia negado que Thiago era o responsável pelos disparos que mataram Afonso Camacho, já que não havia indícios fortes para fazer tal afirmação.

A suspeita que apontava Thiago como autor dos disparos que matou o sargento surgiu após a foto dele ser divulgada nas redes sociais por um policial militar ligado ao setor de inteligência da PM. Na imagem, Thiago aparecia ao lado da namorada e os dois foram apontados precocemente pelo envolvimento na morte de Camacho.

Apesar da dúvida, Thiago é sim investigado preliminarmente pela morte do sargento da PM, mas nada com provas suficientes que possam indiciá-lo judicialmente ou que dêem base para um inquérito. “Não podemos confirmar e nem podermos descartar a participação dele”, disse o delegado. Até então, Thiago é inocente diante da suspeita.

Roubos e negação

Mesmo não sendo um suspeito pela morte do sargento, Thiago foi indiciado na manhã desta terça (28) por outros crimes: quatro roubos na capital. Segundo o delegado, ele chegou a roubar quantias de R$ 4,5 mil, R$ 50 mil e até R$ 100 mil das vítimas. Ele confirmou os roubos, mas negou ter matado Camacho.

Thiago foi preso ontem pela 24ª Cicom em um carro Palio de placas OXN-6760, no Centro de Manaus, com mais duas pessoas, após denúncia de alguém que o reconheceu pelas fotos divulgadas nas redes sociais. Os policiais verificaram que Thiago tinha mandado de prisão pelos roubos, mas as duas pessoas foram liberadas.

Aparência física

No mesmo em dia que o sargento Camacho foi morto, foi divulgado nas redes sociais um vídeo que registrava o momento do assassinato. Nas imagens era possível ver dois homens correndo atrás do sargento e efetuando disparos, mas nenhum dos dois parecia ter o mesmo porte físico de Thiago.

Durante a coletiva de imprensa, Thiago se mostrou revoltado por ter sido apontado pela morte do sargento, disse que queriam que ele pagasse por um crime que não cometeu e pediu que os PMs procurassem o verdadeiro culpado. Ele também relatou que foi espancado por policiais que o acusavam pela morte de Camacho.

Latrocínio

O sargento Camacho foi morto em um latrocínio tipo “saidinha de banco” no estacionamento da agência bancária Bradesco do bairro Educandos, Zona Sul, na sexta-feira, 17 de julho. Na ocasião, Camacho estava de folga e fazia transporte de valores para uma empresa. Ele trabalhava em uma escola da PM.

A morte do sargento Camacho ocorreu às 15h30 do dia 17 e, naquele final de semana, uma série de mortes com mais de 30 assassinatos ocorreu em Manaus. A polícia considera a hipótese da série de mortes ser causada por policiais militares “motoqueiros fantasmas” tentando vingar a morte do sargento.

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