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Manaus
ENSINO

Educação unificada é discutida pelo MEC e Seduc em Manaus

Amazonas é o primeiro Estado a receber a audiência pública, outras quatro reuniões irão ocorrer até o mês de setembro. A proposta de formação da BNCC redefine os objetivos da aprendizagem 07/07/2017 às 07:20 - Atualizado em 07/07/2017 às 08:12
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A discussão inicial foi elaborada pelo MEC (Foto: Arquivo AC)
Álik Menezes Manaus

Hoje será discutido, a partir das 9h, na reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), a proposta de formação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), que redefine os objetivos de aprendizagem das crianças de educação infantil e jovens do ensino fundamental. O Amazonas é o primeiro Estado a receber a audiência pública, outras quatro reuniões irão ocorrer até o mês de setembro.

 O presidente da comissão do Conselho Nacional de Educação, Cesar Callegari, responsável pelas audiências públicas, explicou que será a discussão inicial da proposta elaborada pelo Ministério da Educação (MEC). “Nos entregaram em abril deste ano e essa proposta vai definir exatamente o que cada criança e cada jovem têm o direito de aprender ao longo de cada um dos anos escolares, em qualquer parte do Brasil”, diz.

De acordo com Callegari, a proposta vai envolver a reorganização do currículo das escolas públicas e particulares, além fazer um  redesenho do material didático distribuído pelo programa Nacional do Livro Didático. “O grande problema que nós temos hoje é que cada um no Brasil faz o que pode e não o que é necessário pela educação desses jovens. Em muitos lugares, professores ensinam sobre o que estão preparados para ensinar e não o que os alunos precisam saber. Então, isso gera uma dispersão curricular muito grande no Brasil”, explicou.

Callegari disse que, após a aprovação da proposta, será definido, por exemplo, como as crianças devem ser alfabetizadas. Segundo ele, os estudantes, no segundo ou terceiro ano do ensino fundamental, deverão conseguir escrever textos simples e pensar sobre a realidade própria. “Nós vamos claramente definir que as crianças todas têm o direito a estarem alfabetizadas e vamos dizer o que significa estar alfabetizada. É uma criança que consegue escrever um bilhete, um texto com número pequeno de orações subordinadas e consegue pensar de forma mais letrada a respeito da própria realidade”.

Conforme Callegari, a base nacional é um conjunto de referencias que cada escola da rede pública ou particular de ensino terá que observar . “Vão ter que acompanhar para refazer e utilizar as propostas curriculares. Então, não vamos ter um currículo único, nada disso, vamos ter um referencial único que dá um novo alinhamento sobre o que é realizado nas escolas”.

Outras quatro oportunidades

A Audiência Pública será realizada, hoje, a partir das 9h, na reitoria da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). Essa é a primeira. Outras quatro serão realizadas em Recife, Florianópolis, São Paulo e Brasília até setembro. Após as reuniões e a partir da colaboração da sociedade, o material será enviado ao MEC.

Formação

Para Cesar Callegari o grande desafio será a formação dos professores tanto dos que integram o atual sistema de educação quanto os que estão em formação nas academias ou pretendem ser professores. 

“Eles precisam se apropriar, precisam ler, estudar, se preparar e se capacitar para esse novo modelo. Há uma tarefa muito grande por parte das secretarias de educação. Terão que capacitar e dar um novo treinamento para a formação continuada desses professores”, disse.

Callegari informou que a partir do momento que o conselho aprovar essa proposta, será transformada em uma norma nacional e será obrigatória de se acompanhar e observar. “Não será uma lei, mas um norma, que está a baixo da lei, mas deve ser cumprida no novo modelo de ensino nas escolas do Brasil”.

Secretário destaca participação

As Audiências Públicas terão a participação de  secretários municipais e estaduais de ensino, além de representantes de universidades, associações de educação e representantes de professores.  O Secretário de Estado da Educação do Amazonas (Seduc), Arone Bentes, destacou a importância da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e das Audiências Públicas.

“A vinda do Conselho Nacional de Educação ao Amazonas significa que a União destaca como muito importante o Estado para o fortalecimento das discussões que são  fundamentais para o ensino. A educação básica é um gargalo de importância para o País, e nela, muitas vezes reside as maiores crises e é um discussão recebe o aporte de quem participa da educação no Amazonas e no Brasil e dá voz a quem quer contribuir com essa norma”.

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