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Manaus
PREOCUPAÇÃO?

Efeitos do terremoto na Venezuela não trazem riscos aos prédios de Manaus

O pesquisador do Serviço Geológico do Brasil, Marco Antonio Oliveira, explicou porque a capital amazonense sentiu impactos do terremoto no país vizinho 21/08/2018 às 21:56
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Foto: Márcio Silva
acritica.com* Manaus (AM)

Os efeitos do terremoto ocorrido a 22 quilômetros de Irapa, no Norte da Venezuela, sentidos em Manaus, na tarde desta terça-feira (21), são secundários e não trazem riscos aos prédios da capital amazonense. A afirmação é do pesquisador do Serviço Geológico do Brasil, Marco Antonio Oliveira.

“Foi um terremoto de 7.3 que ocorreu a quase 90 km de profundidade. Isso fez então com que a onda sísmica se propagasse de forma bem rápida e atingisse aqui em Manaus. Como ela vem se propagando e vem perdendo a intensidade, os efeitos aqui são secundários e não têm risco nenhum para os prédios”, explicou Oliveira.

Ocupantes de diversos prédios nas regiões mais altas da cidade, como Ponta Negra (Zona Oeste), Centro e Adrianópolis (Zona Centro-Sul), sentiram o tremor, e evacuaram os edifícios. O The Office, no cruzamento das avenidas Recife e São Luiz, no Adrianópolis, foi um dos evacuados.

O tremor chegou a 7,3 de magnitude na escala Richter em trechos da costa Norteda Venezuela, segundo o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). Oliveira explicou porque o abalo pode ser sentido nos prédios de Manaus.

“Foi um tremor de magnitude alta, ocorreu na região do caribe venezuelano, e as ondas se propagaram e atingiram o Brasil. Primeiro no estado de Roraima e agora também aqui em Manaus. O efeito é melhor sentido por quem mora nos andares mais altos dos prédios. Onde o prédio oscila e, por tanto, as pessoas sentem a vibração da onda sísmica que passou por aqui”, comentou.

Sem preocupação

Passado o susto com os efeitos de tremor de terra, o especialista Marco Antonio Oliveira afirma que os manauaras não devem se assustar.

“Não é para se preocupar. As pessoas assustam é claro porque não são acostumadas a isso, mas os prédios são construídos e preparados para eventos como esse. Não é para se assustar, é um evento que já passou. As pessoas podem voltar para seus apartamentos que não há problema nenhum”, comentou.

Essa não foi a primeira vez que um tremor de terra no continente foi sentido no Amazonas. Segundo Oliveira, eventos do gênero são mais comuns do que aparentam. “De certa forma é até frequente, a cada um ou dois anos acontece um evento como esse. Às vezes um terremoto que ocorre no caribe venezuelano e, principalmente, na Cordilheira dos Andes”, completou.

*Com informações da TV A Crítica.

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