Sexta-feira, 19 de Abril de 2019
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COBRANÇA

Mãe denuncia ex-marido que a abandonou no Acre por dívida de R$3,8 mil em pensão

Mandado de prisão para o homem, que vive em Manaus, foi expedido no último dia 8, mas ainda não foi cumprido pela Polícia Civil. Mãe fala em acúmulo de despesas com a filha


14/03/2019 às 21:03

Há nove meses, a vida de Marília*, de 41 anos, mudou drasticamente depois se divorciar do ex-marido, com quem foi casada por 10 anos. As despesas com a filha aumentaram e forçaram a autônoma a retornar para a casa dos pais em Rio Branco, no Acre. Isso tudo porque o responsável por pagar a pensão da criança, Simon Franco Olímpio de Queiroz, deixou o estado para viver em Manaus, mas há pelo menos seis meses não repassa o valor da pensão alimentícia determinada pela Justiça.

Os reflexos da irresponsabilidade paterna refletiram em vários aspectos. “É muito difícil. Imagina ir pra cama todo dia, sentir a presença do pai, e de uma hora pra outra não ter mais isso? Foi um choque muito grande pra ela”, disse Marília.

Atualmente, a autônoma – que é formada em Recursos Humanos e largou o emprego por conta do casamento – vive de trabalhos paralelos e não possui carteira assinada. A ajuda principal nos gastos da criança de 10 anos vem dos pais. “Eles me ajudam muito, no alimento, nas coisas dela. No começo meus pais não aceitavam muito (o ex-marido) e eles estavam certos”.

‘Ela não quer mais contato com o pai’

“Está no processo (judicial). Ela disse ‘papai eu preciso da minha pensão, preciso dos meus óculos’. Ele disse ‘eu vou é arrumar os meus (óculos)’. Já falei várias vezes que estou precisando (do dinheiro), mas ele disse que era pra eu procurar os meus direitos. Então fui atrás deles”, disse Marília, ao revelar que a filha não quer mais contato com o próprio pai. “Ela não quer mais contato com ele. Já tentou falar com ele, e ele enviou áudios e mensagens falando várias coisas ruins. Está tudo no processo”, disse a autônoma.

O valor da pensão, segundo ela, seria de R$ 638 - totalizando R$ 3.828 em seis meses. Ela conta que Simon chegou a pagar a quantia por cerca de três meses, mas depois passou a alegar “problemas financeiros” para não repassar o dinheiro. No entanto, Marília afirma que o marido possui condições e tem provas disso.

“Já morei um ano e oito meses aqui e sei que o custo de vida é alto. Ele vai a pizzarias boas, tira fotos no Caribe. Ele dá cursos, realiza palestras. Não é possível que não tenha dinheiro para pagar o valor. E não sou quem está pedindo, mas sim a Justiça”, comenta.

Mandado de prisão

Um mandado de prisão expedido pela Justiça do Amazonas no dia 8 de março determina o a prisão de Simon através da Delegacia Especializada em Capturas e Polinter (DECP), mas até agora não foi executado. A Polícia Civil afirma que as capturas têm caráter “sigiloso”, e não há como definir uma data para que isso aconteça.

“Ele mora com a namorada aqui. Os pais ficam omitindo onde ele está, mas eu tenho amigos policiais. Eles dizem que quando é para prender alguém eles têm os meios para isso. Não entendo o porquê da demora”, disse ela.

*O nome foi alterado para manter em sigilo a identidade da vítima

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