Domingo, 18 de Agosto de 2019
CRIME BÁRBARO

Bebê de 1 mês morto a facadas não tinha registro, diz avó da criança

Familiares da vítima informaram que além das facadas no bebê e na mãe, o outro filho do casal, um menino de ano, chegou a ser empurrado contra a parede pelo pai



15/07/2017 às 11:18

"Ele é um monstro. Matou uma criança inocente e deixou a minha filha em estado de choque", esse é o relato da avó do bebê Bryan, de apenas um mês que morreu a facadas na noite de ontem. O principal suspeito do assassinato é o próprio pai da criança, Aldriano Gomes Tavares, de 24 anos. O crime aconteceu no São José 3, na Zona Leste de Manaus.

Ainda muito transtornada com o crime, a avó do bebê, que preferiu não ser identificada, contou que Aldriano é usuário de drogas e não concordava com o fim do relacionamento com a filha dela, Aline Ferreira Pinheiro, 29. 

O casal estava separado há um mês. Mas na sexta-feira, Aldriano apareceu na casa de Aline e não queria sair. Ela chegou a chamar a polícia, mas segundo a mãe dela, ninguém apareceu. "Talvez se a Polícia tivesse chegado logo, essa barbaridade não teria acontecido", lamentou. 

Em um ataque de fúria, já a noite, Aldriano agrediu Aline que estava com o bebê no colo e desferiu várias facadas nela. Duas atingiram o peito e pescoço da criança, e as outras atingiram o ombro direito da mulher. O outro filho do casal, um menino de ano, chegou a ser empurrado contra a parede pelo pai, mas não ficou ferido, de acordo com os familiares. 

O bebê de um mês morreu por volta das 22h, no Hospital e Pronto Socorro da Criança na Zona Leste, o "Joãozinho".

Aldriano foi preso por policiais da 9ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom) e levado para a Delegacia Especializada Em proteção a criança e ao Adolescente (Depca). Conforme a Polícia Civil, durante o depoimento ele demonstrou frieza e disse que não tinha intenção de matar o filho, apenas a mãe por ser "muito gaiata". 

O homem vai responder pelos crimes de Homicídio consumado e homicídio tentado. 

"Eu sempre falei pra ela não insistir nesse relacionamento porque sabia que ele não era confiável. Agora aconteceu isso", falou a avó. Ela e a filha estiveram no Instituto Médico Legal (IML) para reconhecer o corpo da criança. Em estado de choque, Aline não teve condições de falar com a imprensa.

Segundo familiares, o bebê ainda não tinha registro. A mãe foi até o IML e o corpo só será liberado quando o documento for providenciado.

A reportagem consultou o sistema de processos do Tribunal de Justiça e constatou que Adriano responde na Justiça por furto qualificado.

 

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