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"Ele não foi torturado muito não", diz envolvido na execução de PM em invasão

Felipe de Souza dos Santos foi preso na noite desta quinta-feira, na casa da tia dele. Ele admitiu que ficou com medo após a grande repercussão do crime 02/06/2017 às 12:54 - Atualizado em 02/06/2017 às 13:10
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Felipe foi o único dos presos que falou com a imprensa (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

"Ele não foi torturado muito não". A declaração foi dada por Felipe de Souza dos Santos, 22, um dos presos pela participação na morte do Policial Militar Paulo Sérgio Portilho, assassinado na última sexta-feira na invasão Buritizal Verde, na zona Norte de Manaus. 

Felipe é um dos quatro presos pela participação no crime. Ele, Alex Azevedo de Almeida (Torinha) e  Jeferson de Souza Farias, 19, foram presos entre a noite de quinta-feira e a madrugada desta sexta-feira. Marcos Neves Serra já havia se apresentado espontaneamente na quarta-feira. 

Felipe foi preso por equipes da Delegacia Especializada em Roubos Furtos e Defraudações (Derfd), na noite de ontem. Ele estava escondido na casa da tia dele no bairro Monte Sião, na Zona Leste de Manaus. Ele foi o único dos presos que falou com a imprensa. "Eu já ia me apresentar no dia que me pegaram, eu não estava escondido não", alegou ele. 

Ao ser questionado se ficou com medo após ter seu nome divulgado como um dos participantes do crime, ele não falou nada. Apenas balançou a cabeça indicando que sim. "Pensei muito no que aconteceu. Os caras lá arrastaram ele. Não houve tortura não", completou posteriormente.

De acordo com o titular da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DHES), Juan Valério, Felipe de Souza Santos é apontado como um dos envolvidos direto na morte do PM. Ele teria participado tanto na execução, como na ocultação de cadáver.

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