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Manaus
Sem previsão de funcionar

'Elefante Branco', Shopping T4 foi 'inaugurado' há 5 meses mas segue fechado

Enquanto isso, a venda de produtos comercializados pelos camelôs que atuam nas galerias do Centro está em alta por conta do período natalino. No prédio, há apenas guardas municipais que fazem a segurança do local 22/12/2016 às 06:00 - Atualizado em 22/12/2016 às 08:53
Show t4
A previsão era de que o local iria funcionar a partir de novembro, o que não ocorreu. As bancas continuam fechadas / Foto: Aguilar Abecassis
Náferson Cruz Manaus (AM)

O Shopping Popular T4, localizado no Jorge Teixeira, na Zona Leste, inaugurado’ há cinco meses, ainda está com as portas fechadas. Enquanto isso, a venda de produtos comercializados pelos camelôs que atuam nas galerias do Centro está em alta por conta do período natalino. No prédio, há apenas guardas municipais que fazem a segurança do local. Bastante aguardado pelos usuários e, principalmente, pelos permissionários que foram retirados das ruas do Centro, ainda não há previsão para o seu funcionamento. 

A previsão era de que o local iria funcionar a partir de novembro, o que não ocorreu. A última informação repassada pela direção do Sindicato dos Camelôs e Vendedores Ambulantes de Manaus, ainda não abriu suas portas porque não tem as lojas âncoras e não foi definido qual será o supermercado que vai atuar lá e nem recebeu a unidade de Pronto Atendimento ao Cidadão (PAC). Por conta disso, os permissionários decidiram esperar a implantação desses espaços para abrir as portas em definitivo. 

Segundo o presidente do Sindicato José Assis, a decisão foi tomada antes mesmo da inauguração. “A própria categoria decidiu que só iríamos adentrar ao shopping quando essas principais lojas estiverem funcionando para evitar cometermos o mesmo erro que aconteceu nas demais galerias populares”, disse. Assis disse ainda que a Procuradoria Geral do Município (PGM) ficou responsável por realizar o processo licitatório do supermercado que deve operar no shopping, assim como para as lojas âncoras. 

Além das lojas âncoras, supermercado e o PAC, o shopping T4 terá uma praça de alimentação e, na área externa, espaço para atividades físicas. Os permissionários também aguardam o posicionamento da prefeitura e da PGM para que a etapa de licitação esteja concluída, mas até agora não há informações sobre o desfecho do certame. 

De acordo com a Subsecretaria Municipal do Centro (Subsemc), responsável pela alocação dos ex-camelôs, o local está previsto para abrigar  700 microempreendedores. Antes entusiasmada, Patrícia Sobral, 36, (nome fictício) é uma das microempreendedoras previstas para atuar dentro do Shopping T4, lamentou a situação. “Estão nos enrolando, ficou para julho e depois para novembro e agora perdemos as vendas de final de ano e ninguém sabe mais quando”, contou à permissionária que preferiu não se identificar. Enquanto isso ela ajuda o irmão, também camelô na galeria da Epaminondas.
 
Descobertos
Enquanto não há uma data certa para o funcionamento do Shopping T4, os permissionários que atuam no Centro, mesmo com as vendas aquecidas, padecem com a falta de infraestruturas nas galerias improvisadas. Uma delas, na Floriano Peixoto, Centro, está com a tenda comprometida. Com as chuvas, os camelôs tem que improvisar para não perder os produtos. 

Obras do Shopping T4  iniciaram há dois anos
Iniciadas há 2 anos, as obras do Shopping T4 estavam previstas para o 1º semestre de 2015. Segundo a prefeitura, o atraso de um ano se deu por conta da queda de arrecadação do município. A obra é considerada maior e última das unidades que integram o projeto “Viva Centro Galeria Populares”, que retirou os camelôs das ruas do Centro.

Vendas nas galerias estão aquecidas

Enquanto os permissionários que foram descolocados para os espaços do Shopping T4 padecem,  os que atuam no Centro comemoram as vendas. Na terça-feira (20), a galeria popular Espírito Santo, na rua Joaquim Sarmento com a 24 de Maio, estava tomada de clientes, assim como na Epaminondas, localizada na avenida que leva o mesmo nome. 

“Até que enfim estamos tendo um bom lucro, passamos a maior parte do ano no sufoco”, comentou  Luiz Franco, 40, camelô há 18 anos. Maria Auxiliadora, 45, diz que até o sábado a  tendência é superar as expectativas nas vendas. “Espero que daqui pra frente tudo melhores para nós”, comentou.

Apesar do movimento há ainda aqueles que descontentes por conta dos meses anteriores cujas vendas foram baixas, como o  permissionário Franklin Nogueira, 48, que atua na galeria da Epaminondas: “Nos colocaram numa área onde dificilmente as pessoas passam, agora imagine a venda nos meses que passaram? Estamos há mais de dois anos aqui e não tem nem previsão de quando irão nos colocar no Shopping T4, só promessa”, comentou Nogueira. 
 

Em números

R$ 30 milhões

foi o valor destinado para a construção do Shopping T4, via contratação de empresa por licitação, sendo os serviços executados pela Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf).

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