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Manaus
PARA O GOVERNO

Eleições 2018: Gastos de Amazonino foram quase 3 vezes maiores que de Wilson Lima

Governador declarou despesas de R$ 6,2 milhões nos dois turnos enquanto adversário informou gastos de R$ 2,2 milhões 20/11/2018 às 02:39 - Atualizado em 20/11/2018 às 15:04
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O maior gasto de Amazonino foi com com pessoal, R$ 1,6 milhão. A maior despesas de Wilson foi com a produção de programas de rádio e TV, R$ 475 mi. Foto: Arquivo A Crítica
Larissa Cavalcante Manaus (AM)

Nas eleições 2018, os dois candidatos que disputaram o segundo turno para o cargo de governador do Estado do Amazonas gastaram juntos R$ 8,4 milhões, conforme os extratos da prestação de contas final divulgado pela Justiça Eleitoral no site ‘DivulgaCand’ do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O limite de gastos de campanha no primeiro turno, no Amazonas, foi de R$ 5,6 milhões por candidatura ao governo, segundo o TSE. E no segundo turno, cada candidato poderia gastar metade desse valor, R$ 2,8 milhões.

O candidato derrotado nas urnas, o governador Amazonino Mendes (PDT), arrecadou, nos dois turnos da eleição, R$ 6,9  milhões, sendo R$ 6,2 milhões em despesas contratadas.

O maior gasto de Amazonino  foi de “despesa com pessoal”, contabilizando R$ 1,6 milhão, o que equivale a 26,37% dos gastos. Na sequência, com gastos de R$ 800 mil está a “produção de programas de rádio, televisão ou vídeo”, o que corresponde a 12,86%. A despesa de publicidade por materiais impressos foi contratada por R$ 535 mil e em publicidade por adesivos foi pago R$ 515 mil, além de eventos de promoção de candidatura orçados em R$ 381 mil.

Amazonino também contratou pesquisas ou testes eleitorais no valor de R$ 25 mil.

O governador eleito Wilson Lima (PSC) declarou à Justiça Eleitoral a receita de R$ 1,9 milhão e gastos de R$ 2,2 milhões. O candidato teve 21,4% da concentração das despesas com a “produção de programas de rádio, televisão ou vídeo”, o que soma R$ 475 mil. No segundo turno quando saltou de 25 segundos para 5 minutos de propaganda no rádio e na TV, Wilson quadruplicou o valor referente a esta despesa. No primeiro turno, o candidato gastou R$ 106,5 mil.

O segundo maior gasto de Wilson ficou por conta de “serviços prestados por terceiros” com 268,7 mil, sendo 12,15% do total, e na sequência a contratação de publicidade por materiais impressos no valor de R$ 183,6 mil e a despesa com pessoal responsável por R$ 174,1 mil.

Eleição tampão

Na eleição suplementar, quando saiu vitorioso das urnas, Amazonino declarou ao TRE-AM a receita de R$ 5,3 milhões e o total de despesas de R$ 3,6 milhões. Já o seu oponente no segundo turno, o senador Eduardo Braga (MDB) arrecadou R$ 5,2 milhões e despesas na soma de R$ 4,8 milhões.

As contas de Wilson Lima (PSC) e dos demais candidatos eleitos no pleito deste ano precisam ser julgadas pela Justiça eleitoral até a data da diplomação, marcada para 17 de dezembro. A cerimônia será no auditório do Tribunal de Contas do Estado às 17h.

Propaganda por meio das redes sociais

A eleição de 2018 foi a primeira na história do Brasil em que os candidatos puderam pagar para impulsionar propagandas eleitorais nas redes sociais. Nos dois turnos da eleição, Amazonino Mendes (PDT) e Wilson Lima (PSC)  contrataram juntos R$ 260,1 mil com o impulsionamento de conteúdo, sendo O candidato do PDT responsável por R$ 205,1 mil.

Wilson Lima gastou R$ 55 mil em publicações pagas no segundo turno, conforme extrato da prestação de contas final. No relatório financeiro, referente à prestação de contas do primeiro turno, não consta despesa desta natureza.

Dos demais candidatos que disputaram o pleito, Omar Aziz (PSD) e David Almeida (PSB) gastaram com impulsionamento R$ 45 mil e R$13 mil, respectivamente. Berg da UGT (Psol),  Lucia Antony (PC do B) e Sidney Cabral (PSTU) não utilizaram essa ferramenta.

A novidade foi introduzida pela Lei 13.488, que proíbe o uso de perfis falsos e robôs.

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