Domingo, 21 de Abril de 2019
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ESTATÍSITCAS

Em 10 anos, número de homicídios contra mulheres cresce em 118,3% no Amazonas

Com base no Atlas da Violência de 2018, taxas colocam o Estado como o com maior taxa de elevação ao longo dos anos dentro da região norte


05/06/2018 às 17:25

No Brasil, em 2016, 4.645 mulheres foram assassinadas, isto é: uma taxa de 4,5 mortes para cada 100 mil brasileiras. Em dez anos, observa-se, nacionalmente, um aumento de 6,4% nesses crimes. No Amazonas a média de homicídios de mulheres, em dez anos levantados pelo Atlas da Violência 2018, sofreu um acréscimo de impressionantes 118,9%.

Em número absoluto de homicídios de mulheres por estado, o "recorde" do Amazonas foi em 2012. No total, naquele ano,foram 118 homicídios desta natureza. Em todo o período de 10 anos de dados recolhidos, foram registrados 675 assassinatos de mulheres.  

Em todo o Norte do país, a maior taxa de variação ao longo destes dez anos foi do Amazonas. Os registros, na região, mostraram um aumento de 118,3% de mortes baseadas no número populacional. 

A ordem de elevação na taxa segue, após o Amazonas, com: Pará (110%), Tocantins (104,5%), Roraima (92,3%), Acre (53,3%), Amapá (30,8%) e Rondônia (5,9%).

As informações são do Atlas da Violência 2018, apresentado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP).

Gênero, Raça e Violência Letal

Dentre os homicídios de mulheres para cada grupo de 100 mil, 5,3 representa a morte de negras. O aumento do crime contra gênero e raça, em 10 anos, teve acréscimo de 15,4%; Entre não negras, que representam 3,1 de 100 milhabitantes, houve queda de 8% na incidência. A diferença no número de homicídios entre mulheres negras e não negras é de impressionantes 71%.

No Amazonas a taxa de negras assassinadas por cada 100 mil habitantes teve maior registro também em 2012. Foram 5,7 da representação por UF. A variação em 10 anos foi de 18,9%.

Números fogem à realidade?

O recorde de 118 mortes de mulheres em um ano. Comparadas a um total de 1.344 no mesmo ano representa um total de 8,7% dos homicídios. Mas, afinal, o que difere ou justifica esses números? Em 2016, último ano com registros atualizados, os números se aproximam muito: foram 116 assassinatos. Um total de 8,6%.

A delegada da Mulher no Amazonas, Débora Mafra, explica de forma didática a dissociação dos casos. 

"Se uma mulher morre em uma situação que um homem também morreria. É homicídio. Se morreu pelo simples fato de ser mulher e estar inserida nesta situação, é feminicídio. Isso explica o porquê da discrepância entre os números registrados (no Atlas). Muitos casos - a maioria - entra e consta apenas como homicídio. A mulher é vítima de qualquer jeito, mas não entra nas estatísticas" explica.

"Muitos casos ficam fora destes números. Casos que não são interpretados como feminicídio ou até mesmo casos que fogem da nossa alçada. A taxa de homicídio contra mulheres indígenas, por exemplo, é cultural. Estes números não chegam até nós. Logo, o número baixíssimo dos dados (do Atlas) tendem a corresponder apenas aos casos devidamente reportados".

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