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Manaus
sem ninguém

Em dia de greve, sede do Sindicato dos Rodoviários passou a manhã trancada

Sede do sindicato é um dos locais onde deve ser feita a notificação sobre a decisão judicial que determina o fim da paralisação geral deflagrada pela categoria 17/01/2017 às 12:27
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Sede do Sindicato dos Rodoviários fica no bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro-Sul de Manaus (Foto: Antônio Menezes)
Vinicius Leal Manaus (AM)

A sede do Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários de Manaus (STTRM) permaneceu fechada durante toda a manhã desta terça-feira (17), quando a categoria deflagrou uma greve de 100% da frota de ônibus na capital amazonense. O prédio, localizado na rua Belém, bairro Nossa Senhora das Graças, na Zona Centro-Sul de Manaus, ficou com os portões trancados a cadeados, e nem os serviços administrativos estavam funcionando.

A sede do sindicato é o primeiro local onde o oficial de justiça designado pelo Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região deve procurar fazer a notificação da direção do sindicato sobre a decisão que determina o fim da greve. 

Ex-rodoviários que foram à sede do STTRM para tentar se candidatar a vagas de emprego e, assim, voltar a trabalhar para as empresas de ônibus, foram prejudicados com o fechamento do prédio. "Somos ex-funcionários das empresas. A gente veio atrás para falar com eles, tentar voltar a trabalhar, mas por conta da greve está fechado. Enquanto não parar a greve, não vem ninguém e a gente não tem nenhuma posição", disse uma ex-cobradora de ônibus da empresa São Pedro, que preferiu não se identificar.

Entre os candidatos a vagas de emprego estavam tanto ex-cobradores de ônibus quanto ex-motoristas, das empresas São Pedro, Via Verde, Eucatur e Açaí. "A empresa me demitiu, mas estou querendo voltar porque é bom de trabalhar. O pessoal reclama, mas o salário é bom, tem plano de saúde, cesta básica e tu não passa o dia todo trabalhando, é apenas um turno", falou outra ex-cobradora de ônibus que não quis se identificar. Ela trabalhava para a Eucatur e está há cinco anos desempregada.

"Chegamos aqui 8h e ficou fechada o dia todo. A gente está vindo todos os dias e eles falam que estão esperando abrir vagas, que falta as empresas dizerem quantas vagas, quais funções, essas coisas", disse um ex-motorista da Açaí Transportes. Por volta das 11h30, os cerca de 20 ex-rodoviários e candidatos a emprego foram embora da sede do sindicato por conta de uma forte chuva. "Outro dia a gente tenta de novo", disse a ex-cobradora da São Pedro.

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