Terça-feira, 23 de Julho de 2019
INVESTIGAÇÃO

Em esquema, ex-diretor da Suhab receberia R$ 200 milhões, diz MP-AM

Após escândalo, José Júlio César Corrêa deixou o cargo e passou a advogar para a empresa e receberia o valor, a título de “prêmio”, caso conseguisse a recontratação da Ezo



suhab_FE11BA7E-C925-48FC-B747-5A23B4E191BF.jpg Foto: Divulgação
18/06/2019 às 10:22

Investigação do Ministério Público do Estado (MP-AM) aponta que há indícios de que havia influência de forma indevida às decisões da Superintendência Estadual de Habitação (Suhab) em favor da empresa Ezo Soluções Interativa, contratada durante o governo interino do ex-presidente da Assembleia Legislativa do Estado, David Almeida (Avante), em 2017.

À época, o órgão tinha como diretores o coronel PM Nilson Cardoso e o advogado José Júlio César Corrêa, alvos da Operação Bilhete Premiado desta terça-feira (18). O último, segundo o MP-AM, já fora do cargo após repercussão do caso na imprensa, passou a advogar para a empresa e receberia o valor de R$ 200 milhões, a título de “prêmio”, caso conseguisse a recontratação da Ezo Soluções Interativa, que receberia o pagamento de R$ 5 bilhões.

A ação de hoje do MP-AM visa aprofundar as investigações relacionadas aos crimes de tráfico de influência, fraude e dispensa indevida de licitações, envolvendo a contratação da Ezo.

Segundo as investigações, os referidos agentes públicos, então diretores da Suhab, intervieram para a contratação ilícita da Ezo, sem respeitar as regras procedimentais adotadas pelo Estado (dispensa indevida de licitações) e os trâmites burocráticos do contrato.

Tal contrato previa a prestação de serviços de recuperação de valores junto à carteira do FCVS (Fundo de Compensação de Variações Salariais) indicando patente nulidade da contratação, entretanto, a Caixa Econômica manifestou que não há qualquer direito a crédito no referido caso para a Suhab e o Estado do Amazonas e, ainda assim, mesmo sem qualquer resultado eficaz, a empresa se considera credora do Estado do Amazonas e da Suhab no valor de aproximadamente R$ 5 bilhões, devido ao contrato fraudulento, conforme o MP-AM.

Durante a execução da medida, as equipes do Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) e da Polícia Civil apreenderam documentos, computadores portáteis, smartphones e tablets que já estão sendo periciados, bem como estão sendo ouvidas na sede do Ministério Público pessoas que possam ter envolvimento com os crimes investigados na operação.

Mais informações serão prestadas no decorrer da manhã desta terça-feira pelos promotores do GAECO.

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