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Manaus
GREVE

Em estado de greve, professores estaduais do Amazonas fazem carreata em Manaus

Com cerca de 1 mil participantes, o ato seguiu até a sede da Assembleia Legislativa e deve finalizar com um protesto na Praça da Polícia, no Centro 23/03/2018 às 09:38 - Atualizado em 23/03/2018 às 10:57
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Foto: Winnetou Almeida
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Em estado de greve, professores da rede estadual de ensino do Amazonas fizeram uma carreata na manhã desta sexta-feira (23), em Manaus, reivindicando o reajuste de 35% nos salários da categoria. O ato foi promovido pelo Sindicato dos Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical) e contou com a participação de mais 1 mil pessoas. A Polícia Militar do Amazonas (PMAM) estimou 700 pessoas.

O grupo começou a se concentrar por volta 7h em frente a Arena Amadeu Teixeira, na avenida Constantino Nery, Zona Centro-Oeste de Manaus, e seguiu para a sede da Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM), na Zona Centro-Sul. O grupo deve finalizar o ato com um protesto na Praça da Polícia, no Centro da capital.


Foto: Winnetou Almeida

O diretor financeiro da Asprom-Sindical, Lambert Melo, informou que mais de 350 escolas estão paralisadas em todo o Amazonas durante a greve. Ainda segundo o sindicalista, mais de 10 mil profissionais seguem paralisados. “Saímos em carreata em direção à ALE-AM. Depois vamos para o Centro, explicar para a população os motivos que levaram a deflagração dessa greve. Hoje não vamos voltar para a sede do governo, pois muitos trabalhadores estão sem dinheiro”, disse Lambert.

Conforme os organizadores, cerca de 300 carros participaram da carreata que iniciou por volta das 9h. O ato foi acompanhado por policias militares e agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans). “Até o momento, o governo continua querendo conversar apenas com o Sinteam. Enquanto eles não receberem a Asprom-Sindical e o comando de greve, a greve continua. Amanhã vamos nos reunir e decidir novas ações para os próximos dias”, relatou o representante do sindicato.

De acordo com a Asprom, a greve atinge 70% dos profissionais do Estado do Amazonas. “São dois sindicatos. Um (Sinteam) é totalmente desmoralizado, e faz barganha com o Governo do Estado. Queremos o reajuste de 35%”, comentou Lambert.


Foto: Winnetou Almeida

Audiência na ALE

Na manhã de hoje (23), durante o segundo dia de greve dos professores, uma audiência pública na ALE discute a situação de servidores da Seduc, como técnicos administrativos, merendeiras, vigias e serviços gerais. O debate, de propositura da deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB), também gira em torno das reivindicações da categoria, que reclama de não ter sido chamada pelo Governo do Estado para a mesa de negociações dos reajustes da Educação e sobre o uso de recursos do Fundeb.

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