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Manaus
PROFESSORES

Em greve, professores estaduais fazem novo protesto na sede do Governo do Estado

Eles interditaram um trecho da av. Brasil, na Compensa. Segundo Asprom, 350 escolas estão paradas e 15 mil professores aderiram ao movimento 28/03/2018 às 10:02 - Atualizado em 28/03/2018 às 10:28
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Foto: Raine Luiz
Amanda Guimarães Manaus (AM)

Em greve por reajuste salarial, professores da rede estadual de ensino do Amazonas realizaram um novo protesto na manhã desta quarta-feira (28) em frente à sede do Governo do Estado, na avenida Brasil, bairro Compensa, na Zona Oeste da capital. Os manifestantes, liderados pelo Sindicato de Professores e Pedagogos de Manaus (Asprom-Sindical), chegaram a interditar um trecho da via.

Com cartazes, faixas e apitos, os profissionais da educação começaram a ser concentrar no local a partir das 7h. Segundo os organizadores, cerca de 1,5 mil manifestantes participaram do ato. “Ficaremos aqui até o final da manhã com o objetivo de exigir que o governador negocie conosco. Até que isso aconteça, não voltaremos para os nossos postos de trabalho”, disse o diretor financeiro do Asprom Sindical, Lambert Melo.

De acordo com ele, 350 escolas do Amazonas estão paralisadas durante a greve dos profissionais. Ele informa que mais de 15 mil professores do Estado aderiram o movimento grevista. “Estamos com um sentimento de humilhação, porque entregamos a pauta com as nossas reivindicações há 48 dias. Isso poderia ter sido resolvido, mas estamos sendo ignorados. O próprio governador criou um caos na educação, comentou o representante do sindicato.

Por conta da interdição da avenida Brasil, agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) desviaram os veículos para a avenida Coronel Teixeira. Viaturas da Polícia Militar do Amazonas também acompanharam o ato.

Suspensão da greve

Mesmo após a Justiça ter mandado suspender a greve dos professores promovida pela Asprom, o representante da associação afirmou que a própria categoria decidiu continuar parada. Na última sexta-feira (23), a desembargadora Maria do Perpétuo Socorro Guedes Moura concedeu uma liminar em favor do Governo do Amazonas contra a greve liderada pela Asprom.

“Na verdade, a liminar da desembargadora não suspende a greve, apenas diz que ela é ilegal. Quem suspende o movimento é a categoria, mas eles decidiram continuar. Decidimos desrespeitar esta liminar”, afirmou Lambert, acrescentando que outras atividades alusivas ao movimento grevista deverão acontecer na cidade a partir de sábado (31). “Continuamos a luta com firmeza. Fechamos a avenida Brasil hoje para mostrar ao governador que queremos ser respondidos. Como temos os feriados, só voltaremos aos trabalhos no sábado”, finalizou.

‘Greve oficial’

Em paralelo ao movimento grevista da Asprom, o Sinteam (Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Amazonas), que é o sindicato que responde legalmente pela categoria, deflagrou oficialmente greve na segunda-feira (26), após esperar prazo legal de 72h desde a assembleia, promovida na quinta (22). Segundo o Sinteam, 80% dos mestres do Estado já estavam parados e as aulas. Os professores exigem reajuste salarial de 35%, manutenção do plano de saúde e vale-alimentação.

Como proposta, o Governo do Estado se prontificou a pagar a data base de 2017 no percentual de 4,57%, o que foi rechaçado pela categoria. Também foi oferecido aumento em R$ 200 do vale-alimentação dos docentes em sala de aula, totalizando R$ 420; promoções verticais de 3.516 professores que concluíram títulos de graduação; extinção da taxa de 6% do vale-transporte; e auxílio localidade de R$ 30 para R$ 200, e até R$ 1 mil dependendo da distância em casos de professores que trabalham em interiores.

Audiência com governador

Hoje (28), o Sinteam informou que na noite de ontem (27) a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) entrou em contato com o movimento grevista convidando para uma reunião com o secretário Lourenço Braga, apesar de eles terem solicitado desde a última segunda-feira (26) uma audiência com o governador Amazonino Mendes. Os representantes do Sinteam aceitaram o convite para reunir com Lourenço Braga para “tentar reabrir o diálogo com o governo”.

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