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Manaus
TRANSPORTE COLETIVO

Paradas de ônibus estão cada vez mais raras e precárias em Manaus

Enquanto promessa de novos abrigos não é cumprida, quem usa ônibus espera sob sol e chuva em paradas sem proteção ou improvisadas sobre canteiros 26/10/2017 às 07:06
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Nesta esquina do bairro São José 2, na Zona Leste, só existe a estrutura de ferro: as telhas foram retiradas há um ano. Foto: Jair Araújo
Isabelle Valois Manaus (AM)

Enquanto a reforma e construção de  novos abrigos de ônibus não sai do papel, paradas sem proteção, sem iluminação e, muitas vezes, improvisadas sobre canteiros, calçadas ou até mesmo nas sarjetas continuam a fazer parte do cotidiano dos usuários do sistema de transporte coletivo da capital. São tantos problemas encontrados em boa parte dos mais de 4,2 mil pontos de parada espalhados pelas ruas da cidade que não é preciso procurar muito para se deparar com as reclamações.

Em 2015, a prefeitura prometeu reformar 500 pontos de ônibus em toda a cidade. Em março deste ano ela informou, inclusive, que estava em andamento um amplo levantamento para identificar os pontos cruciais que precisavam de intervenção. Sete meses depois, a realidade de quem depende de ônibus não mudou muito. Foi o que relataram os usuários entrevistados pela reportagem em pontos de parada que não possuem abrigo ou estão em péssimas condições, como o localizado no cruzamento das ruas 27 e 11, no bairro São José 2, Zona Leste.

A estrutura metálica do abrigo está lá, mas as telhas foram retiradas para uma manutenção nunca concluída. O descaso, que expõe usuários a sol e chuva, já dura um ano. “Como os ônibus demoram a passar aqui pelo bairro e como sei que vou ter que esperar um bom tempo ou no sol ou na chuva, sempre trago o guarda-chuva, pois tem mais de um ano que este abrigo está sem as telhas”, comentou a dona de casa Lúcia Gama, 44.

Além da falta de estrutura do abrigo, a aposentada Aidê dos Santos, 80, reclamou do mau cheiro que precisa aguentar toda vez que decide sair para resolver os problemas e aguardar pelo transporte público nessa parada, onde há uma lixeira pública bem ao lado. “Não é uma simples lixeira de parada de ônibus, é a lixeira para lixo domiciliar dessas duas ruas. Além de ter que esperar no sol, temos que aguentar o mau cheiro”, comentou.

No bairro Grande Vitória, também Zona Leste, a situação é ainda mais complicada. Na rua Barreirinha, por exemplo, há diversas paradas que só contam com placa de identificação e, em alguns casos, nem placa existe mais. Morador do bairro, Jorge Costa, 33, relatou que a situação é complicada para quem precisa pegar o transporte público ao longo da via.  “Não há abrigos e muito menos calçada, temos que ficar no meio da pista, disputando espaço entre os veículos, sem contar que, como há paradas sem nem mesmo placa de identificação, tem motoristas que não atendem nosso pedido de parada e nos deixam para trás”, reclamou.

A Superintendência Municipal de Transportes Urbanos (SMTU) informou que há pontos de parada em que o tamanho da calçada impede a instalação de abrigos. Para isso é preciso que o passeio público tenha, no mínimo,  7,5 m² livres, que corresponde ao tamando do menor abrigo disponível.

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