Quinta-feira, 18 de Abril de 2019
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MANIFESTAÇÕES

Em Manaus, aniversário da prisão de Lula tem atos em prol ao petista e da Lava Jato

Na Zona Leste, manifestantes pediam a libertação do ex-presidente. Já na Ponta Negra, movimentos cobraram apartidarismo no STF


07/04/2019 às 19:11

Apoiadores do ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva se reuniram na manhã deste domingo (7), na Zona Leste de Manaus, em um ato que lembrou um ano de sua prisão. Organizado pelo Partido dos Trabalhadores (PT), a manifestação reuniu membros de movimentos sociais e ativistas que pediam a libertação de Lula. O ato faz parte do Movimento Lula Livre, que tomou cidades de todo o Brasil e reuniu milhares de manifestantes. 

O deputado federal José Ricardo Weddling (PT) convocou a sociedade por meio de suas redes sociais e esteve presente no ato em Manaus. Para ele, o Amazonas está entre os mais beneficiados pelos governos Lula. Ele exemplifica que os programas sociais criados desde 2002, quando Lula foi eleito pela primeira vez, foram essenciais para o progresso do Estado.

“O Amazonas tem uma gratidão enorme pelos programas sociais, pelos investimentos, pelas oportunidades em educação, o próprio Bolsa Família e Luz Para Todos, o Minha Casa, Minha Vida. Tudo isso é reconhecido e a pessoas veem a importância do Lula para o Amazonas”, avalia o parlamentar.

Lula se entregou à Polícia Federal (PF) e foi preso no dia 7 de abril de 2018, após ficar dois dias na sede do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo (SP). A prisão do petista foi decretada pelo ex-juiz e hoje ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

À época, Moro determinou a prisão do ex-presidente, condenado em duas instâncias da Justiça no caso do triplex em Guarujá. A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) definiu pena de 12 anos e 1 mês de prisão, com início em regime fechado, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Desde que se entregou à Polícia Federal, o ex-presidente Lula saiu da prisão em duas ocasiões, a primeira quando foi depor a Moro e a segunda para o enterro do neto. Ele tentou saída para o enterro do irmão, mas a autorização foi concedida pela Justiça quando o enterro já havia acontecido.

Apoio à Lava Jato

Na manhã de hoje também foi realizada uma manifestação em apoio à operação Lava Jato, deflagrada pela Polícia Federal, que prendeu envolvidos em corrupção no Brasil. Cerca de 200 pessoas se reuniram na orla da Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus.

Os movimentos Amazonas em Ação, Vem Pra Rua, Brasil Livre Amazonas, Muda Brasil – Muda Amazonas, Galera da Direita, Nas Ruas, Maçons – BR e Endireita Amazonas estiveram presentes no ato.

“A ideia é mostrar que o povo brasileiro está ao lado da moralidade e da ética, o que os ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) estão fazendo é totalmente vergonhoso e imoral” disse Iza Oliveira, Coordenadora do Movimento Amazonas em Ação.

A coordenadora afirma que o propósito não é atacar o STF, mas defender a Justiça, a democracia e o bom funcionamento das instituições.

“Exigimos a limpeza do STF, precisamos de ministros apartidários, honestos e verdadeiros defensores da Constituição Federal e das leis brasileiras”, comentou Junior Oliveira, coordenador do Movimento Vem Pra Rua – Amazonas

Carta

Em artigo publicado pela Folha de São Paulo neste domingo, o ex-presidente Lula reafirma sua inocência e critica a condução do processo que resultou em sua condenação. O petista também acusa o STF de negar sua liberdade em decorrência de pressões da mídia, do mercado e das Forças Armadas.

"Nada encontraram para me incriminar: nem conversas de bandidos, nem malas de dinheiro, nem contas no exterior. Mesmo assim fui condenado em prazo recorde, por Sergio Moro e pelo TRF-4, por 'atos indeterminados' sem que achassem qualquer conexão entre o apartamento que nunca foi meu e supostos desvios da Petrobras. O Supremo negou-me um justo pedido de habeas corpus, sob pressão da mídia, do mercado e até das Forças Armadas, como confirmou recentemente Jair Bolsonaro, o maior beneficiário daquela perseguição", escreve.

No texto, o ex-presidente acusa Sérgio Moro de agir com parcialidade e de ter ajudado o atual governo. "Os mais renomados juristas do Brasil e de outros países consideram absurda minha condenação e apontam a parcialidade de Sergio Moro, confirmada na prática quando aceitou ser ministro da Justiça do presidente que ele ajudou a eleger com minha condenação. Tudo o que quero é que apontem uma prova sequer contra mim", declara o petista.

Lula afirma que sua candidatura foi proibida contrariando a lei eleitoral, a jurisprudência e uma determinação do Comitê de Direitos Humanos da ONU para garantir seus direitos políticos e que não há nada que respalde a sua prisão.

"Por que têm tanto medo de Lula livre, se já alcançaram o objetivo que era impedir minha eleição, se não há nada que sustente essa prisão? Na verdade, o que eles temem é a organização do povo que se identifica com nosso projeto de país. Temem ter de reconhecer as arbitrariedades que cometeram para eleger um presidente incapaz e que nos enche de vergonha", diz.

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