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Em Manaus, bairro Mauazinho terá moeda própria na primeira quinzena de outubro

Com cédulas de 50 centavos de Mauá, 1, 2, 5 e 10 Mauás, a moeda solidária tem o mesmo valor equivalente em reais, mas pode trazer benefícios aos comerciantes e consumidores que a adotarem 29/09/2015 às 19:36
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As cédulas de Mauá serão distribuídas aos comerciantes do bairro na primeira quinzena de outubro
Nathália Andrade ---

Movimentar a economia da comunidade e facilitar a vida de consumidores em situação de vulnerabilidade econômica e social. Estes são os principais objetivos da moeda social Mauá, que começa a circular na primeira quinzena de outubro no bairro Mauazinho, localizado na Zona Leste de Manaus.

Por meio de uma ação da Secretaria Municipal de Trabalho, Empreendedorismo, Abastecimento, Feiras e Mercados (Semtef), em parceria com a Caixa Econômica Federal, o bairro será beneficiado com a inauguração do Banco Comunitário Mauá, unidade que vai permitir que a comunidade realize transações comerciais com a própria moeda.


Com cédulas de 50 centavos de Mauá, 1, 2, 5 e 10 Mauás, a moeda solidária tem o mesmo valor equivalente em reais, mas pode trazer benefícios aos comerciantes e consumidores que a adotarem. “A proposta é fazer com que a economia do bairro fique no próprio bairro, mesmo porque os Mauás não podem ser comercializados fora do Mauazinho. Uma das principais vantagens é que a pessoa pode resolver seus problemas bancários sem precisar se deslocar para outros bairros ou mesmo outras Zonas da cidade, possibilitando uma economia de tempo e de gastos com transporte”, considerou o diretor do Departamento de Economia Solidária da Semtef, Virgílio Melo.

Facilidade

O banco, que vai funcionar na avenida Arica (antiga avenida Rio Negro), sem número, ao lado da quadra poliesportiva do Mauazinho, vai funcionar de forma simples.

“Imagine você uma situação onde o pai precisa comprar um remédio com urgência para o filho. Ou a botija de gás acaba antes de o almoço ficar pronto. Ou a família precisa comprar comida para casa. Se isso acontece no meio do mês, por exemplo, provavelmente o trabalhador não terá o dinheiro necessário para comprar o que precisa. E é aí que entra o banco comunitário. O cliente vai lá, o banco disponibiliza pra ele o valor em Mauás e ele paga apenas uma taxa administrativa de, no máximo 3% do valor. Depois basta se dirigir aos estabelecimentos comerciais, que serão previamente cadastrados no banco e realizar a compra. No final do mês, quando receber o salário, o comunitário quita o valor”, explicou Melo.

Local escolhido para o banco

Para que a instalação do banco se torne possível, é preciso que exista uma empresa com sede no bairro, em funcionamento e que atenda aos requisitos necessários. “No caso do Banco Mauá, essa instituição é a Associação Beneficente Social Violeta, que é quem dá personalidade jurídica ao banco por ser a entidade que reúne todas as condições para este fim. Vale ressaltar que o espaço onde vai funcionar o banco é do município e que foi adaptado com reformas e adequações, através de um termo de uso ele foi cedido para ser usado como banco comunitário. Todos os procedimentos estão entro da legalidade, com aprovação de lei na Câmara dos Vereadores de Manaus (CMM) e assinatura de contrato na Procuradoria Geral do Município (PGM)”, ressaltou o diretor.

Todos saem ganhando

Uma cartilha será distribuída aos comerciantes do bairro, mostrando qual é o papel do banco, o que ele pode fazer pela comunidade e quais os benefícios de aceitar o pagamento com Mauás nas vendas. No banco, os comunitários vão poder pagar todas as contas e receber benefícios como Bolsa Família, bem como qualquer serviço feito por um banco comum.

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