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Manaus
Dia do Bancário

Em Manaus, bancários falam sobre os desafios da profissão

Almejada por muitos que buscavam estabilidade financeira nas décadas de 1960 e 1970, a profissão sobrevive em meio às novas tecnologias 28/08/2016 às 05:00
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Mesmo com a nova realidade dos bancos, com novas tecnologias, Caroline de Melo sempre sonhou em ser bancária, sonho que realizou aos 21 anos de idade (Foto: Aguillar Abecassis)
Alik Menezes

Uma das profissões que garantia estabilidade vem perdendo espaço há alguns anos com as novas tecnologias. No dia em que é comemorado o Dia dos Bancários, profissionais “das antigas” e “novatos” no ramo falam sobre a profissão e apontam como lidam com as mudanças tecnológicas.

A atividade era uma das mais cobiçadas há algumas décadas, o status social, os altos salários, que nas décadas de 1960 e 1970 chegavam a ser o equivalente a R$ 20 mil nos dias atuais, foram ficando na história e os empregos começaram a diminuir. O que resiste até hoje é o charme e a elegância que compõem o dia a dia. Os homens usam roupas sociais sempre alinhadas e as mulheres abusam de roupas elegantes.

 Para a bancária Dalva Lima Bezerra, 55, que trabalha no mesmo banco há 26 anos, apesar do número de empregos ter reduzido ao longo dos anos, ela destacou os pontos positivos das novas ferramentas. Ela disse que antes o funcionário era responsável por muitas transações. “Acredito que o trabalho mudou sim, mas mudou para melhor, hoje muitas transações são feitas em caixas eletrônicos e pela internet”, disse.

Dalva, que vai se aposentar ainda este ano, contou que, com as mudanças, a instituição bancária em que ela trabalha investiu na capacitação dos funcionários. “O banco me deu a oportunidade de me especializar, a aprender mais, a me sentir mais segura no que faço. Eu aproveitei cada oportunidade, antes nós éramos muito sobrecarregados”, contou.

Sempre foi um sonho para Dalva trabalhar em um banco. Ela é formada em administração de empresas, mas antes de ser aprovada no processo de seleção do banco trabalhou em algumas lojas. “Sempre foi um sonho para mim, sempre me imaginei trabalhando numa agência, além da questão financeira tinha toda a elegância das roupas”, disse empolgada.

Apesar da crise

Mesmo com a nova realidade dos bancos, Caroline de Melo, 30, também sempre sonhou em ser bancária, sonho que se tornou realidade há nove anos, quando a moça ainda tinha apenas 21 anos. “Eu amo o meu trabalho, amo o contato que eu tenho com as pessoas, tantos os clientes quanto a nossa equipe”, disse animada.

Apesar da crise financeira do País, Caroline disse se sentir feliz em ajudar de alguma forma pessoas a realizar sonhos. “Ver nos olhos das pessoas a felicidade de conseguir realizar os sonhos dela me encanta todos os dias”, disse.

O medo de perder o emprego para as tecnologias não faz parte e não tira o sono da bancária. Segundo ela, as mudanças constantes no mercado são a oportunidade e a motivação para que o profissional busque se capacitar e se aperfeiçoar. “Me adapto às mudanças. Como profissionais temos sempre que nos atualizar, não tenho medo das mudanças”.

Em números

6,5 mil bancários trabalhavam no Amazonas no início da década de 1980, segundo dados do sindicato da categoria. Atualmente o número de profissionais não passa de 3.907, apontou o sindicato.

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