Segunda-feira, 29 de Novembro de 2021
DECLARAÇÃO

Em Manaus, Bolsonaro afirma que não irá participar da COP26

“A princípio não vou, não. É uma estratégia nossa. O nosso ministro do Meio Ambiente vai. É um local que nós já assumimos compromisso e estamos cumprindo", disse o presidente na TV A Crítica



bolsonaro_no_alerta_A1803089-5A32-474A-906C-BA3BA6B1F39A.jpeg Foto: Iago Albuquerque
27/10/2021 às 19:38

Em entrevista ao Alerta Nacional, da TV A Crítica, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) afirmou, nessa quarta-feira (27), que não vai comparecer à 26ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança Climática, conhecida como COP 26, encontro que ocorrerá em Glasgow, na Escócia, de 31 de outubro a 12 de novembro. 

Até então, a ausência de Bolsonaro na conferência era uma especulação. “A princípio não vou, não. É uma estratégia nossa. O nosso ministro do Meio Ambiente vai", revelou o presidente, que destacou compromissos já assumidos na área e afirmou: "Estamos cumprindo".



"Você não está vendo a gente apanhar da mídia porque reduzimos bastante o desmatamento. Podíamos ter reduzido mais, se no ano anterior o presidente da Câmara (Rodrigo Maia) não tivesse boicotado uma medida provisória nossa que tratava da regularização fundiária”, contou Bolsonaro ao apresentador do Alerta Nacional, Sikera Junior. 

Gasolina cara

Bolsonaro voltou a culpar governadores pelos aumentos recorrentes nos preços dos combustíveis. Para o presidente, o ICMS deveria ser um valor fixo. 

“O ICMS é bitributado. Entrei com uma ação no Supremo Tribunal Federal há três meses e o Supremo não se manifesta. O que quero é cumprir o dispositivo constitucional que fala que o ICMS tem que ser nominal”, disse. 

Bolsonaro disse que estuda a privatização da Petrobras e que a suposta venda da empresa de capital misto seria para acabar com o monopólio estatal. A Petrobras, porém, não tem mais o monopólio da exploração de petróleo no Brasil desde 1997, quando o então presidente Fernando Henrique editou a nova Lei do Petróleo. 

Inflação

Questionado sobre a inflação de dois dígitos, Bolsonaro culpou a “política do fica em casa” em referência às medidas de distanciamento social tomadas por prefeitos e governadores para baixar as internações e mortes por covid-19. 

“Falei temos que combater o vírus e combater o desemprego. Os dois matam. O pessoal me acusava de defender empresário”, afirmou.  Ele também afirmou que o fenônemo da subida dos preços acontece no mundo inteiro.

Eleições

Sobre a sua ida para um novo partido para disputar à reeleição em 2022, o presidente disse que deve decidir a sigla nos próximos dias. Na semana passada, o presidente do PL, Waldemar Costa Neto, convidou Bolsonaro para integrar o partido. Desde 2019, Bolsonaro está sem legenda depois que perdeu uma disputa pelo comando do PSL. 

Em tom ameno, o presidente disse que só falará sobre uma provável candidatura à reeleição em março de 2022. Confrontado com as pesquisas que mostram o ex-presidente Lula em vantagem, ele a reconheceu o capital político-eleitoral do adversário, mas apontou problemas no PT.

“Ele (Lula) tem seguidor, tem gente que gosta dele. Ele consegue convencer uma parcela da sociedade, apresenta soluções. Agora é um partido (PT) que nos entregou uma quantidade de problemas enormes”, disse.


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