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Em Manaus, campanha de vacinação antirrábica começa nesta sexta-feira (26)

Campanha está dividida em três etapas: Rural/Fluvial, Rural/Terrestre e a Urbana. Meta é vacinar 161.110 cães (80% da população estimada) e 45.458 gatos (100% da população estimada) 25/09/2014 às 16:59
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No total, prefeitura pretende vacinar 206.568 animais em Manaus
ACRITICA.COM ---

A Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), inicia nesta sexta-feira (26) a etapa urbana da 35ª Campanha Anual de Vacinação Antirrábica Animal que está dividida em três etapas: a Etapa Rural/Fluvial, a Etapa Rural/Terrestre e a Etapa Urbana.

A Etapa Rural/Fluvial contempla comunidades ribeirinhas localizadas às margens dos rios Negro e Solimões; a Etapa Rural/Terrestre contempla ramais e vicinais; e a Etapa Urbana concentra bairros estratégicos da capital.

Cobertura

Este ano, só na Etapa Rural (Fluvial e Terrestre), já foram vacinados 8.074 animais. Por meio do Centro de Controle de Zoonoses, a meta é vacinar 161.110 cães (80% da população estimada) e 45.458 gatos (100% da população estimada), totalizando 206.568 animais no município de Manaus.

Para a melhor cobertura, os vacinadores foram distribuídos nos quatro Distritos de Saúde da cidade e vão visitar as residências com a intenção de atender a toda população. No ano passado, a campanha vacinou 211.370 animais.

Zonas visitadas

Na Zona Norte, as equipes de vacinação estarão nos bairros Braga Mendes e Cidade de Deus; na Zona Oeste, as equipes estarão nos bairros Parque Riachuelo e Parque São Pedro; e na Zona Leste, as equipes estarão nos bairros Coroado I, II, III, Conjunto Tiradentes, Petros, Vilar Câmara e Mauazinho. A vacinação vai acontecer até o dia 3 de novembro.

Doença

A raiva é uma doença provocada por um RNA vírus da família Rhabdoviridae e gênero Lyssavirus, caracterizada por sintomatologia nervosa que acomete mamíferos. A doença é transmitida pelo cão, gato, bovinos, equinos, suínos, macaco, morcego e animais silvestres, através da mordedura ou lambedura da mucosa ou pele lesionada por animais raivosos.

Os animais silvestres são reservatório primário para a raiva na maior parte do mundo, mas os animais domésticos de estimação são as principais fontes de transmissão da raiva para os seres humanos.

O homem recebe o vírus da raiva através do contato com a saliva do animal enfermo. Isto quer dizer que, para ser inoculado, não precisa necessariamente ser mordido – basta que um corte, uma ferida, arranhão profundo ou queimadura em sua pele entrem em contato com a saliva do raivoso.

Independente da forma de penetração, o vírus dirige-se sempre para o sistema nervoso central. O período de incubação (tempo decorrido entre a exposição ao vírus até a manifestação dos primeiros sintomas), porém, varia com a natureza do vírus, o local da inoculação e a quantidade inoculada.

Se o ponto de contágio tiver sido a cabeça, o pescoço ou os membros superiores, o período de incubação será mais breve, porque o vírus atingirá a região central com maior rapidez. A partir daí, o vírus migra para os tecidos, mas, sobretudo para as glândulas salivares, de onde é excretado juntamente com a saliva.

Tanto no homem como nos animais, quando os sinais da moléstia se manifestam já não há mais cura possível – a mortalidade chega perto de 100%. Assim, todo tratamento tem que ser feito durante o período de incubação, quando o paciente não apresenta sinais e não manifesta queixas.

No homem, o primeiro sintoma é uma febre pouco intensa (38 graus centígrados), acompanhada de dor de cabeça e depressão nervosa. Em seguida, a temperatura torna-se mais elevada, atingindo 40 a 42 graus. Logo a vítima começa a ficar inquieta e agitada, sofre espasmos dolorosos na laringe e faringe e passa a respirar e engolir com dificuldade.

Os espasmos estendem-se depois aos músculos do tronco e das extremidades dos membros, de forma intermitente e acompanhados de tremores generalizados, taquicardia, parada de respiração.

No Brasil, ainda existem casos no Nordeste e Sudeste. No Amazonas, o último caso registrado foi em 2007. Em caso de agressão, a vítima deve lavar, imediatamente, o local da lesão, e procurar uma Unidade de Saúde para atendimento o mais rápido possível. O animal precisa ser mantido em observação.

*Com informações da assessoria de imprensa

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