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Em Manaus, diferenças de preços de itens da ceia natalina vão de 13,9% a 405%

Pesquisa feita pelo Procon-AM com 50 itens da cesta natalina constatou diferença de preços que vão de 13,9% a 405,05% 23/12/2015 às 16:59
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Cesta de produtos natalinos teve aumento médio e 16,12%, segundo a FGV
chintia guimarães Manaus (AM)

Com objetivo de auxiliar o consumidor na hora das compras, o Programa Estadual de Defesa do Consumidor (Procon-AM) foi a sete supermercados de Manaus e constatou diferenças de preços significativas entre os itens da cesta natalina que vão de 13,9% a 405% mais caros, dependendo do estabelecimento.

A pesquisa, realizada nos dias 15 e 16 de dezembro, comparou 50 itens nos supermercados Atack, DB Adrianópolis, Carrefour Adrianópolis, Makro, Nova Era, Empório Roma e Emporium Rodrigues (Vide lista). Entre os itens listados estão os clássicos produtos para preparo das comidas e sobremesas natalinas, tais como biscoitos, chocolates, panettones, vinhos, ave chester, peru, tender, azeitona, enlatados, creme de leite, leite condensado, frutas frescas, frutas secas, etc. Em razão da diversidade de produtos ofertados pelo mercado, nem todas as lojas dispunham de todos os produtos.

O supermercado e atacado Nova Era, em Flores, se destacou como o mais econômico entre os sete, com 20 itens mais baratos dos 50 produtos pesquisados. O Empório Roma, no Adrianópolis, é onde foram encontrados os preços mais caros da cesta natalina, com produtos que chegavam a custar o dobro dos concorrentes.

O item com maior variação de preço foi a maionese, cujo menor preço foi R$ 0,99 e o maior preço foi R$ 5,00, ou seja, uma diferença de 405,05%. O quilo da ave Fiesta variou de R$ 8,99 a R$ 23,00, uma diferença de 155,84%. Outro produto tradicional, o peru, apresentou diferença de R$ 14,70 a R$ 35,00 (no quilo). A lata de leite condensado variou de R$ 1,99 a R$ 4,75.

“A meta do Procon é intensificar as pesquisas de preço para que os nossos consumidores saibam onde podem comprar mais barato. Para economizar mais, recomendamos os consumidores darem preferência aos itens regionais ao invés dos importados, por estarem mais caros”, sugeriu a presidente do Procon-AM, Rosely Fernandes

Preço abusivo

Mesmo com diferença grande de preço, a diretora do Procon disse que isso não configura preço abusivo, uma vez que “estamos numa economia de livre de mercado e não tem como tabelarmos um valor”.

“O que faz a mola desta economia é a concorrência”, ressaltou Rosely. “Para ser considerado preço abusivo, tem que haver um aumento injustificado acima da média. Quem regula se o preço é abusivo ou não é o Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), do Ministério da Justiça, ou uma ação civil pública do Ministério Público comprovando o abuso, explicou. O que fará diferença para o consumidor é pechinchar.

Mais caros

A ceia de Natal está, em média, 16,12% mais cara este ano em relação a 2014, segundo um levantamento feito pela FGV/Ibre. Itens típicos da ceia de Natal subiram acima da inflação, como o vinho (24,57%), o azeite (18,21%), a maionese (15,18%) e os ovos (13,62%).

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