Publicidade
Manaus
H1N1

Em Manaus, dois casos de morte pela gripe H1N1 são confirmados pela FVS-AM

O Amazonas registrou dois óbitos por gripe A ou ‘H1N1’, sendo um considerado local e outro de caso importado da doença. No trimeste, ao menos 60 pacientes deram entrada na UTI com sintomas semelhantes aos do H1N1 10/04/2016 às 11:17
Show h1n1
Durante o tratamento de casos de doenças respiratórias fora do padrão da gripe comum é recomendado o uso de máscara (Foto: Divulgação)
Náferson Cruz Manaus (AM)

As ocorrências de pacientes com gripe A “H1N1” abrem um leque de preocupação às autoridades de saúde no Estado.  Dois casos de morte pela doença foram confirmados pela Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM). O primeiro caso do ano, considerado local, ocorreu em fevereiro, teve como vítima um homem de 46 anos.

Na última semana, a doença vitimou um homem vindo  do Rio de Janeiro, caso considerado importado. Além destes óbitos, a FVS-AM estima que no trimestre, ao menos 60 pessoas, sendo 20 por mês,  deram entrada na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), com problemas respiratórios. “Não podemos afirmar que estas pessoas são suspeitas porque há outras enfermidades com os mesmo sintomas e somente após um certo estágio da gripe A ou “H1N1” poderíamos confirmar, entretanto, estes pacientes tiveram boa recuperação e a doença foi descartada”, explicou o diretor-presidente da FVS-AM, Bernardino Albuquerque.

No ano passado não houve casos de H1N1 diagnosticados no Estado. Quanto aos sintomas da doença, Bernardino Albuquerque, também infectologista, explica que  inicia com febre e infecção aguda das vias aéreas. Outros sintomas possíveis são calafrios, mal-estar, dor de cabeça e de garganta, moleza e tosse seca, além de diarreia, vômito, fadiga e rouquidão.

A prevenção inclui cobrir a boca ao tossir ou espirrar e lavar as mãos com frequência. Também se deve evitar permanecer por muito tempo em ambientes fechados, sem ventilação e com aglomeração de pessoas.

Em relação à vacina oseltamivir (Tamiflu), Bernardino ressalta que entre as prioridades da vacinação estão as crianças com idade entre seis meses e cinco anos, gestantes, mulheres que deram à luz (há até 45 dias), idosos, pessoas portadoras de doenças crônicas, população carcerária e funcionários do sistema prisional. O diretor-presidente da FVS-AM, ressalta que a vacina não trata a infecção causada pela gripe A, faz apenas a imunização que leva, em média, de duas a três semanas após a vacinação para criar os anticorpos que geram a proteção contra a gripe. Ele adianta que em casos suspeitos do H1N1, a “ordem” é que o paciente seja logo tratado mesmo antes da confirmação dos exames pelos laboratórios. “Estamos com toda a estrutura para tratar do paciente na capital, quanto no interior do Estado”, frisou.  

Atenção às crianças e aos idosos

Bernardino Albuquerque chama a atenção para que as pessoas inseridas do grupo de risco tem maior tendência na evoluir para casos graves.  “Faz parte do grupo de risco crianças menores de cinco anos e pessoas idosas. A população que se enquadra nessa realidade e apresenta os sintomas precisa ir a um posto de saúde. É importante que procurem um posto de saúde, principalmente para quem tem doença crônica”, disse.

 O vírus da gripe A pode ficar no organismo até dez dias após o início da infecção. O pico da transmissão, contudo, acontece nos primeiros cinco dias de sintomas. Após a fase mais forte, o vírus estará em pequenas quantidades e as chances de transmissão chegam a quase zero, de acordo com Albuquerque. “Mesmo se não for o H1N1, os remédios são feitos para controlar e combater o influenza, seja ele do tipo A ou B”, explica.

Publicidade
Publicidade