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Em Manaus, imóveis particulares abandonados escondem riscos à segurança e à saúde pública

Localizados em vias de grande movimento, terrenos servem como abrigo para usuários de drogas e possuem uma grande quantidade de lixo que contribui para a proliferação de ratos, baratas e criadouros de mosquitos 26/11/2014 às 10:03
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Localizado em uma das principais avenidas da capital, este imóvel abandonado vem servindo de abrigo para usuários de drogas e moradores de rua, além de lixeira
Luana Carvalho Manaus (AM)

Um terreno de 3.600 metros quadrados, localizado na rua 2 esquina com uma das principais avenidas de Manaus, a Djalma Batista, no bairro Chapada, Zona Centro-Sul, está abandonado há pelo menos seis anos, de acordo com denúncia dos moradores do bairro. Além de servir como abrigo para usuários de drogas, a grande quantidade de lixo e mato contribui para a proliferação de ratos, baratas e esconde criadouros de mosquitos Aedes aegypti. O terreno está à venda e custa aproximadamente R$ 10 milhões.

Uma placa de venda está afixada no muro do lote. A equipe de A CRÍTICA entrou em contato com os corretores, que informaram que o terreno custa R$ 10,8 milhões. Espalhados pela propriedade, móveis velhos, colchões, barraca, entulho de obras e até papelotes de cocaína vazios podem ser encontrados. O matagal também está comprometendo a fiação elétrica da avenida Djalma Batista.

“Estamos tentando colaborar com nossas autoridades indicando focos de dengue há aproximadamente seis anos. Tentando ser crédulos, voltamos a denunciar através do fone 08002808280, em janeiro deste ano. A equipe compareceu ao local e a informação é que não podiam entrar porque o dono do terreno não estava lá. E nem podia estar, uma vez que trata-se de uma área abandonada”, relatou o economista Carlos Araújo, 72, referindo-se à propriedade abandonada.

O portão do terreno fica sempre aberto, facilitando a entrada de moradores de rua e usuários de drogas. Um vendedor ambulante que trabalha próximo à area contou que o lixo é jogado pelos próprios moradores do bairro.

Ainda de acordo com Araújo, a última resposta que tiveram da prefeitura é que o caso seria encaminhado para outro setor. “Fomos informados que o processo teria sido encaminhado ao Distrito Sul para verificar a quem pertence o terreno. A equipe não teve competência para a identificação e ainda dizem que não podem fazer qualquer procedimento sem a autorização do proprietário”, complementou.

Insegurança

A universitária Giselle Sílvia de Souza, 28, passa pelo local todos os dias, por volta das 6h, para trabalhar. Ela comentou sobre a sensação de insegurança que sente ao passar pelo terreno. “Tabalho no shopping e corto caminho todos os dias pela rua, bem cedo. Às vezes não tem ninguém na rua e eu fico com muito medo de passar pelo terreno baldio e acontecer alguma coisa. Eles deviam pelo menos limpar o lote, para que fique mais visível. Existe uma faculdade na mesma rua e muitos universitários também reclamam do abandono do local”, disse.

Obras paradas preocupam

Na avenida Efigênio Sales, bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, prédios abandonados também incomodam os moradores. Um leitor de A CRÍTICA denunciou o abandono de duas torres residenciais com obras paradas e um salão de festas infantil, que segundo ele, dura anos. Os três prédios estão localizados na mesma via, próximo ao Tribunal de Contas do Estado (TCE) e oferecem riscos à saúde, de acordo com Marco Aurélio.

“Com o iminente risco da dengue e Chikungunya, como ficam os imóveis fechados (intencionalmente ou não) e terrenos os quais não se conhecem os donos?”, questionou Marco Aurélio.

A Semsa informou que a Prefeitura de Manaus vai lançar, ainda este mês, a Campanha de Combate ao Aedes com o tema “Combata um e previna dois”.

No caso de terrenos e casas abandonadas, a pasta adiantou que a assessoria jurídica da secretaria está elaborando estratégias para evitar a proliferação do mosquito nestes locais abandonados, em parceria com a Secretaria Municipal de Limpeza Pública (Semulsp) e outras instituições.

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