Terça-feira, 17 de Setembro de 2019
Manaus

Em Manaus, juiz sofre tentativa de homicídio e acusa advogada

Segundo a vítima, o motivo do homicídio tentado seria uma dívida de R$ 66 mil que a mandante do crime se nega a pagar. A mulher acusada já havia sido presa durante um desentendimento entre ela e a vítima



1.jpg O caso foi registrado no 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP)
07/10/2013 às 23:18

O advogado e juiz de arbitragem Marcelo Gonçalves de Oliveira sofreu uma tentativa de homicídio no início da tarde desta segunda-feira (7), em Manaus, após ser perseguido por dois homens armados em uma motocicleta. A vítima fez o registro da ocorrência no 3º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e informou aos policiais quem seria a mandante do crime.

Em depoimento, o advogado declarou que estava conduzindo o próprio carro, um Camaro de cor branca, quando dois homens sobre uma motocicleta passaram a persegui-lo. Marcelo acusou como mandante a também advogada Maria José Rodrigues Menescal de Vasconcelos, que já havia sido presa por porte ilegal de arma de fogo no mês passado.

A vítima contou aos investigadores do 3º DIP que, para fugir dos homens, se escondeu dentro de um escritório de advocacia de uma amiga, no bairro São Francisco, na Zona Sul. No local, ele recebeu ajuda da colega e do pai dela. Os três se trancaram em uma sala do local, que estava sem clientes naquele momento.

Entretanto, os dois homens ainda tentaram invadir o estabelecimento, segundo Marcelo. De acordo com ele, a dupla estava armada com uma pistola prateada, mas acabou deixando o local sem conseguir nada. O fato foi considerado pela vítima como um acerto de contas planejado pela advogada Maria Menescal.

Marcelo disse que a advogada deve a ele o valor de R$ 66 mil e que, para não quitar a dívida, a mulher teria arquitetado o assassinato dele. Maria Menescal foi presa em flagrante no último dia 20 de setembro por porte ilegal de arma de fogo. A prisão ocorreu durante uma discussão com Marcelo, que teria ido cobrar a suposta dívida na casa da advogada.

Na época, Marcelo disse que ouviu disparos de arma de fogo vindos da casa e que, por isso, foi ao local acompanhado policiais da 6ª Companhia Interativa de Polícia (Cicom). Na casa de Menescal foi encontrada uma pistola 380 com 14 munições intactas, que pertenceria ao marido dela, o já falecido juiz José Maria Rodrigues de Menescal. A arma não foi considerada pela polícia com numeração raspada, mas desgastada devido a idade  e o manuseio do objeto.

Os policiais militares da 6ª Cicom prenderam Menescal em flagrante. Ela pagou fiança de R$ 6.780 e passou a responder pelo crime de porte ilegal em liberdade. A reportagem tentou contato com a advogada Maria Menescal, mas não obteve sucesso. O caso de tentativa de homicídio contra o advogado Marcelo continua sendo investigado por policiais do 3º DIP.

*Com informações do repórter Adriano Silva


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