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Em Manaus, lago conhecido como ‘Piscinão de Ramos’ sofre com poluição da água

O lago, que é reduto dos moradores do Parque São Pedro, representa riscos para a população devido ao lixo jogado em várias áreas da comunidade 01/04/2013 às 10:24
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Apesar de abandonado e servindo de ‘depósito’ de lixo, o lago, chamado pelos moradores de ‘Piscinão de Ramos’, ainda atrai pescadores e moradores em busca de lazer
náferson cruz ---

Até meados de 2006, o lago conhecido como “Piscinão de Ramos” despontava como o principal ponto de lazer dos moradores do bairro Parque São Pedro (Carbrás), na Zona Oeste. Banho e pesca eram cenário constante. Atualmente, o local, que era para ser apreciado e cuidado, representa riscos para a população devido ao lixo jogado em várias áreas da comunidade.

Os resíduos se acumulam nas ruas, caem nas redes de esgoto e vão parar dentro do Piscinão, poluindo ainda mais a água e gerando uma desagradável sensação nos moradores do bairro. Quintais de muitas casas não são murados e ficam bem próximos às margens do lago, onde há material de demorada decomposição, como isopor, garrafas pet e sacos plásticos. Apesar da poluição, os peixes das espécies tucunaré, araçá e pacú, além de quelônios (tracajá e iaçá), conseguem sobreviver entre os dejetos jogados nas águas.

O fato do lixo boiar na água não inibe os pescadores. “Há anos venho pescar aqui, mas nos últimos anos a sujeira passou a tomar conta do local”, disse o pescador João Lima Bentes, 42. Para o construtor civil Raimundo de Almeida Maciel, 50, morador da rua Goiânia, via que contorna parte da orla do Piscinão,  a ocupação desordenada da área contribuiu para os problemas que a lagoa e seu entorno enfrentam. “A poluição na lagoa está se tornando um problema histórico que já chega a quase uma década e nada tem sido feito”, relatou o morador.

Raimundo Maciel disse que os moradores reivindicam ainda a construção de uma área de lazer para atender os jovens, idosos e crianças, além de melhorias para um centro esportivo conhecido como “campo do Piscinão”. As questões serão tratadas numa reunião prevista para quarta-feira entre os moradores e representantes da Secretaria Municipal de Desporto e Lazer (Semdej), no bairro.

 Outra preocupação dos moradores é em relação às vias do local, que estão parcialmente intrafegáveis. A construção de uma unidade de saúde para atendimentos de emergência também faz parte dos anseios dos moradores. No bairro há apenas uma Unidade Básica de Saúde da Família (UBSF - 046), localizada na rua Pereira da Silva, que funciona apenas de segunda a sexta-feira. “Quando há algumas emergência temos que recorrer aos hospitais de bairros distantes”, contou o motorista José Francisco, 58, morador do bairro.

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