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Em Manaus, mulher denuncia homem à polícia por roubo e injúria racial

A mulher conta que que Carlos Antonio Gomes Barroso a chamou de 'preta' e 'macaca' após contar aos policiais militares que ele roubou seu celular quando ela saia de ônibus, no Terminal 3 23/11/2014 às 12:55
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Caso foi registrado no 6º DIP, na CIdade Nova
Jéssica Vasconcelos Manaus (AM)

Aldenira Amorim Ribeiro, 32, foi agredida verbalmente de ‘preta’ e ‘macaca’ por Carlos Antonio Gomes Barroso, 43, depois de ter seu aparelho celular roubado quando saia do ônibus da linha 028. O caso de injuria foi registrado no inicio da noite de sábado (22), no Terminal de Integração 3, no bairro Cidade Nova, Zona Norte.

De acordo com Aldenira, o acusado roubou o celular e jogou em uma lixeira junto com uma carteira de documentos. A situação foi presenciada por uma testemunha que entregou o celular a Aldenira que posteriormente acionou os policiais militares da 6º Companhia Interativa Comunitária (Cicom). “Acredito que ele jogou os objetos roubados para buscar depois, e assim conseguir fugir sem ser pego”, disse a vitima.

Aldenira explicou ainda que os policiais abordaram Carlos Antonio, que negou o crime e deu um tapa na bunda da vítima e a xingou de ‘preta’ e ‘macaca’. “No momento que ele me xingou perdi a cabeça e o agredi também e faria tudo de novo porque nunca apanhei do meu pai e muito menos do meu marido, portanto, é inaceitável uma situação como essa”, acrescentou Aldenira.

Carlos Antonio foi conduzido ao 6º Distrito Integrado de Policia (DIP), onde foi autuado por injúria racial. Segundo Aldenira o delegado não o acusou do roubo do celular porque era necessário provar o crime e a testemunha que encontrou o aparelho na lixeira não foi encaminhada a delegacia. “O delegado estipulou fiança e ele foi solto. Isso é um absurdo, pois fui agredida e humilhada”, disse a vitima.

Aldenira que é natural do Estado do Maranhão contou que pretende dar continuidade ao processo contra Carlos Antonio e que não vai medir esforços para ver o acusado pagar pelo crime. “Fiz o exame de corpo e delito e quero ver esse homem pagar porque a situação está desse jeito no país porque as pessoas nãos lutam por seus direitos”, acrescentou.

Antecedentes

De acordo com consulta ao site do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), Carlos Antonio responde há quatro processos por furtos cometidos entre os anos de 2007 e 2014.

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