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Em Manaus, princesa do Japão se emociona ao lembrar cultivo da juta no AM

A princesa Mako Akishino participou de um ato em celebração aos 110 anos da imigração japonesa no Amazonas nesta terça-feira (24). "Nosso povo ajudou na economia do Estado e soube enfrentar os desafios locais", disse 24/07/2018 às 20:40 - Atualizado em 24/07/2018 às 20:43
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Foto: Antônio Lima
Náis Campos Manaus (AM)

Em visita a Manaus, a princesa do Japão, Mako Akishino, da família imperial japonesa participou, nesta terça-feira (24), de um ato em celebração aos 110 anos da imigração japonesa no Amazonas. O evento aconteceu no auditório da Associação Nipo-Brasileira da Amazônia Ocidental, no bairro Adrianópolis, Zona Centro-Sul, e contou com a participação de autoridades da embaixada e consulado japonês, do governador Amazonino Mendes e do deputado federal Arthur Bisneto, representando o prefeito da capital.

A princesa Mako, de 26 anos, é neta do imperador Akihito e filha mais velha do príncipe Akishino, segundo na linha de sucessão imperial. Em sua fala, a princesa agradeceu a hospitalidade dos amazonenses e se mostrou emocionada por visitar a cidade em que seu pai esteve há 30 anos.

“Nosso povo ajudou na economia do Estado com o cultivo da juta e, além disso, resistiu com força às longas viagens de barco rumo à Amazônia e soube enfrentar os rigores e os desafios locais”, disse.

O presidente da associação nipo-brasileira, Ken Nishikido lembrou que há 30 anos, o pai de Mako, o príncipe Akishino esteve em Manaus, em 1988, para as comemorações dos 80 anos da chegada dos primeiros imigrantes japoneses, ocasião em que foi inaugurado o Museu de Ciências Naturais. “Eu acredito que proporcionalmente, o Japão e os japonês proporcionaram mais benefícios ao povo do amazonas pelo fato de ter trazido, não só uma cultura mais justa, mas ajudamos muito na vinda da ZFM”, declarou Nishikido.

Amazonino reafirmou a importância dos japoneses para o desenvolvimento da região, desde a chegada dos primeiros imigrantes, em Maués e em seguida, Parintins. “A presença japonesa no Amazonas foi imprescindível, no cultivo da juta, nos tempos amargos da queda acentuada da borracha”, lembrou o governador em discurso.

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