Segunda-feira, 18 de Novembro de 2019
Manaus

Em Manaus, terminais 1 e 2 de ônibus não passam por reformas há mais de dez anos

Para os usuários de transporte coletivo, os locais são similares a um paciente em fase terminal que não tem perspectiva de melhoras. As reformas previstas, que deveriam acontecer ao longo de 2014, ficaram apenas no papel



1.gif Parte dos mesmos problemas encontrados nos terminais de integração 1 e 2, também foram alvo de denúncias dos usuários nos terminais 3, 4 e 5, nas zonas Norte e Leste de Manaus, respectivamente
09/02/2015 às 09:24

As estruturas corroídas pelo tempo dos terminais de passageiros 1 e 2, da Constantino Nery e Cachoeirinha, respectivamente, continuam sendo alvos constantes de reclamações dos usuários de ônibus. Para os usuários, os locais são similares a um paciente em fase terminal que não tem perspectiva de melhoras. As reformas previstas, que deveriam acontecer ao longo de 2014 - pelo menos no T2 - ficaram apenas no papel, assim como outras antes anunciadas.

Telhas soltas, buracos na pista, goteiras, vazamentos de água e grades de proteção danificadas foram alguns dos problemas encontrados, além de banheiros sem torneiras e sujos, exalando um forte odor. Os terminais 1 e 2 não passam por grandes reformas há mais de dez anos.



No Terminal 1, na Constantino Nery, conforme foi contatado pelo A CRÍTICA, as grades de proteção estão danificadas e há goteiras de vazamentos de água em quase todas as colunas. Também é possível ver camadas de lodo nas paredes, estas cobertas de pichações.

Buracos e goteiras também são vistos em quase toda a estrutura do terminal. No local há, ainda, banheiros desativados e sujos. A maioria das salas que deveriam estar funcionando, com disponibilidades de serviços aos usuários, estão desativadas e com as portas trancadas. Até um caixa eletrônico de uma agência bancaria ficou inutilizado por conta da interdição das salas que, antes, operavam como setor administrativo, situadas na parte superior do módulo central do terminal. “Prometeram que o terminal seria reformado, mas até agora não houve nenhum posicionamento”, disse Roberta Damasceno, 28, que atua como vendedora no Terminal 1.

José Vasconcelos de Souza, 73, contou que ao longo dos 32 anos em frequenta o Terminal 1 houveram somente duas grandes reformas e, há mais de dez anos, o local não passa por melhorias.

Cachoeirinha

No terminal 2, no bairro Cachoeirinha, Zona Sul, uma parte do telhado também está danificada. Além de estar com banheiros quebrados, há ainda, buracos na pista dos ônibus, o que causa transtornos aos usuários quando chove.

O motorista Armando Costa, 60, conta que os buracos acumulam muita lama e quando os veículos passam sobre eles, lançam a sujeira sobre os usuários que aguardam pelo coletivo. “Como pode uma estrutura tão grande ficar sem manutenção? Sem contar os problemas que aparecem e ficam cada vez piores, como os banheiros e telhados”, comentou o motorista, que usufrui do local há mais cinco anos.

O permissionário Luís Borges da Silva, 66, que atua com a venda de lanche há 28 anos no Terminal 2, lamenta as precárias condições local, mas também adverte sobre a falta de limpeza do local. “Até colocamos lixeira, mas mesmo assim as pessoas descartam o lixo na pista e próximo aos assentos. Falta um trabalho de conscientização nos terminais”, ressaltou.

Planos em análises

Atualmente, está em curso o projeto do novo plano de mobilidade, previsto para ser entregue pela Prefeitura de Manaus no final deste semestre. Além do novo modal - o BRT (Bus Rapid Transit) -, constam no projeto a construção do Terminal (T6) na avenida do Turismo, recuperação do T2 (Cachoeirinha), recuperação de 20 terminais de linhas nos bairros, a construção de outros sete e a reforma de 500 abrigos (paradas).

A reportagem tentou contato por e-mail com a Secretaria Municipal de Comunicação, a respeito da precariedade dos terminais 1 e 2, mas não houve resposta.

Acompanhamento

O vereador Professor Bibiano (PT) protocolou no Ministério Público Federal do Amazonas (MPF) uma representação para que à Prefeitura disponibilize, a íntegra do Plano de Mobilidade com estudos e anexo, para a participação da população no planejamento.


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