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Em manifestação, alunos de Medicina da Ufam pedem reforço no policiamento do HUGV

Alegando sucessivos assaltos, sequestros e até ameaças de flanelinhas, os estudantes levaram cartazes para a entrada do Hospital Universitário Getúlio Vargas, na Praça 14 12/09/2014 às 21:44
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Protesto dos estudantes levou a reunião com autoridades de segurança e da própria universidade
Renildo Rodrigues Manaus (AM)

Cerca de 50 alunos da Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) realizaram uma manifestação por melhorias na segurança do campus, localizado na Rua Afonso Pena, Centro, na tarde desta sexta (12). Alegando sucessivos assaltos, sequestros e até ameaças de flanelinhas, os estudantes empunharam cartazes e foram para a entrada do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV), na Avenida Apurinã, bairro Praça 14, Zona Sul de Manaus.

Segundo a assessoria de comunicação da instituição, o protesto surtiu efeito e autoridades policiais e da própria universidade convidaram os alunos para uma reunião no auditório da Faculdade de Medicina (FM) na mesma hora, dando fim ao protesto, que ocorreu de forma pacífica.

Além dos estudantes, o coordenador do programa Ronda no Bairro, delegado Luciano Tavares, os comandantes do 24º Distrito Integrado de Polícia (DIP) e da 24ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom), o vice-reitor Hedinaldo Lima, o diretor da FM Dirceu Benedicto e o diretor de segurança da Ufam, Américo Siqueira, participaram da reunião.

Os alunos apontaram os locais onde há maior frequência de assaltos, como a entrada do Cemitério São João Batista, onde muitos costumam estacionar o carro, o começo da rua Afonso Pena, e uma banca de revistas próxima à FM, pedindo um reforço no policiamento desses locais. Segundo os estudantes, flanelinhas que atuam na área também ameaçam os universitários, além de fazer cobranças excessivas pelo serviço de guarda dos carros, que é ilegal.

Uma funcionária do HUGV, que preferiu não se identificar, afirma que o local sempre foi visado, devido à quantidade de carros importados. “Sempre teve assaltos nessa área. Mas do último mês pra cá o problema aumentou muito. Hoje mesmo teve um assalto aqui em frente. Ontem, uma colega aqui da empresa quase foi sequestrada, mas conseguiu ligar o carro e escapar. Eu só não passei por isso porque o meu horário é mais cedo, mas quem sai no fim da tarde, começo da noite, sofre”.

O assistente administrativo Lúcio Xavier, de 26 anos, sofreu um sequestro-relâmpago no ano passado. “Fui pegar meu carro na rua Barcelos, que é um pouco longe – todo mundo sofre com o problema das vagas nessa área –, quando quatro homens chegaram com armas no vidro do meu carro, pedindo pra eu desligar. Eles levaram também meu celular, meu notebook, todo o dinheiro que eu tinha, e ficaram rodando durante uma hora e meia, até me deixar numa rua do (bairro) Mauazinho. Eles chegaram a dizer que não iriam me fazer nenhum mal, que o objetivo deles era voltar de novo e roubar mais pessoas naquela área, do mesmo jeito que fizeram comigo”.

Em agosto último, uma estudante sofreu um sequestro semelhante quando deixava o estacionamento do Cemitério. Quatro homens com facas a abordaram e conduziram até o conjunto Atílio Andreazza, no Distrito, libertando-a e fugindo com o veículo logo em seguida.

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