Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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CONTRASTE

Em meio à greve dos rodoviários, centenas tentam emprego nas empresas de ônibus

Aqueles que conseguiram resistir à crise e se manter nos postos de trabalho lutam por valorização salarial. Outros abraçam qualquer oportunidade para sair da inatividade


30/05/2018 às 10:16

De um lado do portão, rodoviários empregados, que estão paralisados desde ontem (29) cobrando reajuste de 6,5% no salário. Do outro, centenas de pessoas que ficaram sabendo, através das redes sociais, um anúncio de vagas de trabalho nas empresas de transporte, e, viram ali, a chance de sair da fila do desemprego.

A cena vista nesta manhã de quarta-feira (30) em frente às garagens de varias empresas de ônibus de Manaus escancara a atual realidade brasileira. Aqueles que conseguiram resistir à crise e manter os postos de trabalho lutam por uma valorização salarial cada vez mais difícil de conseguir. E aqueles que sofrem com o desemprego abraçam qualquer oportunidade digna que aparece pela frente mesmo sabendo que o cenário ainda não é o ideal.

“Cheguei aqui cedo e fiquei sabendo dessa oportunidade por uma prima. Concordo com a greve dos trabalhadores, mas estou aqui para buscar um emprego. As coisas estão muito difíceis e tenho esperança que dessa vez pode sair algum bom. Estou há um tempo desempregado. A esperança é a última que morre”, afirmou o cobrador José Ferreira Soares, de 30 anos.

Por conta da intensa fila na entrada da empresa, uma viatura da Polícia Militar do Amazonas (PMAM) esteve no local para acompanhar as atividades.

Na empresa Expresso Coroado, localizada no bairro Coroado, a situação não foi diferente. Muitos trabalhadores se encaminharam até a sede da instituição para deixarem os currículos.

“Eu fiquei sabendo pelo site do Sinetram desse processo seletivo. Vim aqui na esperança de ser contratado. Vou esperar me chamarem”, disse o motorista, Jander Nogueira, de 37 anos, que entregou o próprio currículo na sede da Expresso por volta da 9h15 de hoje.

Represálias

O diretor do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Manaus, Carlos Alberto, que estava na empresa Expresso Coroado acompanhando a greve dos profissionais do transporte público, afirmou que “o Sinetram está ameaçando os profissionais”.

“Ontem tivemos uma reunião com empresários e o prefeito Arthur Neto. Muitos dos representantes das empresas viraram as costas para nós. Ontem mesmo eles anunciaram essa contratação absurda. Eles (Sinetram) querem desestruturar os trabalhadores. É uma represália”, comentou Carlos.

O sindicalista também destacou que muitos trabalhadores entraram em contato com os representantes do Sindicato. “Alguns trabalhadores nos ligaram e perguntaram se iriam ser demitidos por terem aderido à paralisação. Os empresários estão enganando os próprios trabalhadores”, completou.

‘Cadastro reserva’

Sobre o assunto, a assessoria de comunicação do Sinetram informou na manhã desta quarta (30) que as vagas estão sendo destinadas para todas as empresas da capital. O órgão também completou que os currículos acrescentados na manhã de hoje serviram para um cadastro reserva.

Questionado se as vagas disponibilizadas é uma forma de represália para os cobradores e motoristas que aderiram à paralisação desde ontem, o Sinetram não respondeu.

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