Terça-feira, 22 de Setembro de 2020
CMEI FURTADO

Em menos de dez dias, centro de educação infantil é alvo de ladrões duas vezes

Os criminosos levaram apenas utensílios da cozinha como panelas, facas, garfos e copos, que eram novos e haviam sido doados por outras escolas



Capturar.JPG Pais de alunos afirmam que a ausência de vigilantes e porteiros facilita a ação dos criminosos. (Foto: Euzivaldo Queiroz)
04/04/2017 às 09:44

O Centro Municipal de Educação Infantil (Cmei) Márcio Souza, localizado na rua Borba, na Cachoerinha, zona Sul da cidade, foi alvo de ladrões na madrugada ontem. Essa é a segunda vez que a escola foi furtada, a primeira foi dia 26 de março. Pais de alunos alegam que falta segurança na escola. 

Segundo pais de alunos, que pediram para não serem identificados, a direção da escola informou que os ladrões subiram pelo telhado da Associação de Idosos, que funciona no prédio ao lado da escola, e caminharam até chegar no teto da escola.



 “Eles subiram pela  associação, que funciona praticamente no mesmo prédio, mas são isolados. Eles chegaram em cima da cozinha da escola e arrombaram o telhado”, disse uma mãe de aluno. 

Os criminosos não entraram em outras salas da escolas. Eles levaram apenas utensílios da cozinha como panelas, facas, garfos e copos, que eram novos e haviam sido doados por outras escolas. “Não cancelaram as aulas, mas o lanche das crianças vai ser preparado em uma única panela, que só foi deixada para trás porque está bem velha e amassada”, contou. 

Uma funcionária da escola, que também pediu para não ser identificada, contou que pais de alunos chegaram a relatar que os utensílios furtados são vendidos em comércios próximo da escola. “Eles pegam aqui e vão vender bem mais barato, por quase nada, nos restaurantes da região”, contou. 


primeiro furto
A primeira vez que o CMEI  Márcio Souza foi alvo de ladrões foi no dia 26 do mês passado. Eles levaram panelas e alguns  mantimentos. Segundo pais de alunos, há desconfiança de que os ladrões conhecem a escola porque conseguem driblar as câmeras de segurança da escola. “Eles conhecem porque sempre entram pelo teto e pela cozinha, alguém desconhecido não saberia onde termina a associação e onde começa a escola”, disse uma dona de casa, que pediu para não ser identificada. 

Após os dois furtos seguidos, no intervalo de uma semana, pais de alunos questionaram os motivos das escolas municipais não terem vigilantes e temem pela segurança das 256 crianças que estudam no CMEI. “Por enquanto eles só estão levando essas coisas, mas e quando começarem a mexer com as crianças? Esse CMEI não tem um homem trabalhando, são apenas mulheres”, disse. 

 

No início do mês de março, alunos do CEMEI Nilza de Melo  Godoy, localizado no São Jorge, ficaram alguns dias sem aula após criminosos invadirem o CMEI e furtarem a fiação elétrica externa da escola. O centro também não tem vigilante e porteiros.

A Secretaria Municipal de Educação (Semed) informou que o Centro de Operação de Segurança Escolar (Cose) esteve na escola para verificar as imagens registradas nas câmeras e irá trabalhar em parceria com a Polícia Militar para buscar identificar os criminosos. 

A secretaria também informou que estuda medidas de reforço de segurança da unidade escolar. “A Semed possui uma parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP) e solicitará a ampliação de policiamento na área”. 
 


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