Terça-feira, 15 de Outubro de 2019
'CIDADE'

Em roda de conversa, Cáritas de Manaus defende direitos para mais pobres

Participaram da roda de conversa as lideranças dos mais diversos movimentos sociais que atuam em Manaus. O tema da reunião foi "Direito a Cidade para todos e todas"



agora_agorinha_direito_4246DF71-B42F-4F0D-94E4-8EEC397048BF.JPG Foto: Luiz G. Melo
13/07/2019 às 15:23

Unificar ainda mais os movimentos sociais que lutam por uma política habitacional sólida e justa. Esse foi o propósito da roda de conversa ‘’Direito a Cidade para todos e todas’’, promovida na manhã deste sábado (13) pela Cáritas Arquidiocesana de Manaus, no auditório da Cúria Metropolitana, na avenida Joaquim Nabuco, Centro.

Participaram da roda de conversa as lideranças dos mais diversos movimentos sociais que atuam em Manaus, entre pastorais indigenistas, do povo de rua, refugiados venezuelanos e haitianos, além de representantes de movimentos de habitação, que atuam tanto no campo quanto na capital. Entre eles estava a representante da União Nacional por Moradia Popular, Cristiane Sales.



‘’A nossa luta vai além de ter um teto, mas que os mais pobres tenham direito à cidade e tudo que ela deve oferecer aos seus cidadãos, como saúde, educação de qualidade, segurança, mobilidade urbana, etc. Nessa roda de conversa só unificamos todos os grupos nessa causa, seja indígenas, imigrantes, povos de rua e as pessoas que vivem nas ocupações. Felizmente, no Amazonas, não há desunião entre os movimentos sociais. Nesse momento delicado em que vivemos no País, quando esses grupos são cada vez mais criminalizados, a união é ainda mais necessária’’, destacou.

Segundo um levantamento interno da União Nacional por Moradia Popular, só em Manaus, 130 mil pessoas estão sem teto ou vivem em moradias precárias. Essa estatística não engloba os refugiados (venezuelanos e haitianos), que vieram em massa para a capital amazonense nos anos. Só para se ter uma ideia, atualmente, 448 refugiados venezuelanos estão acampados ao redor do Terminal Rodoviário de Manaus, localizado no bairro Flores, na Zona Centro-Sul, de acordo com o último levantamento da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). Eram 283 em fevereiro.

‘’Recentemente, o governo federal apresentou uma política de habitação que é muito bonita no papel, mas eles alegam que não tem orçamento para pôr em prática. Não existe política sem orçamento’’, criticou Sales.

Para o agente cárita, Marcos Brito, um dos coordenadores da roda de conversa, a reunião serviu também para trazer à tona as problemáticas de Manaus no que diz respeito à habitação.

‘’Nosso encontro socializou essa realidade com todos os grupos sociais que, às vezes, não conhecem as lutas uns dos outros. Até mesmo para nos aproximar ainda mais através da empatia. Manaus recebeu cerca de 15 mil imigrantes no último ano, muitos deles atraídos por uma falsa prosperidade ligada ao Polo Industrial de Manaus, contudo, a realidade é que não tem emprego pra todo mundo. Com essa recessão econômica que estamos atravessando, a tendência é que essa população fique cada vez mais marginalizada nas periferias da metrópole sem acesso nenhum às políticas públicas’’, observou.

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Repórter do caderno de Cidades - Jornal A Crítica

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