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Em seis dias de Carnaval, Detran autua 186 motoristas por embriaguez ao volante no AM

Número é 13% inferior ao de 2014 mas deixou 11 vítimas fatais no trânsito. Diretor-presidente afirma que órgão fará campanha em busca de punições mais severas. "O que vimos não foram acidentes de trânsito, mas sim assassinatos", disse 19/02/2015 às 18:38
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Anúncio do Detran-AM foi feito durante coletiva de imprensa no CICC, na tarde desta quinta (19)
OSWALDO NETO Manaus (AM)

Em seis dias de Carnaval, 186 motoristas foram autuados por embriaguez pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM). As informações foram divulgadas nesta quinta-feira (19) durante coletiva de imprensa no Centro Integrado de Comando e Controle (CICC), no Aleixo, Zona Centro-Sul. Ao todo, 556 pessoas foram autuadas.

Conforme o Detran, os números se referem ao período do dia 12 a 18 de fevereiro. Na ocasião, 186 motoristas acabaram sendo autuados por embriaguez após realizarem o teste do bafômetro. Outros 356 tiveram a CNH e CRLV recolhidos, e 176 veículos foram apreendidos na Operação Carnaval 2015. O número de irregularidades chegou a 556.

Uma dessas infrações vitimou no último domingo (15) duas mulheres na avenida Professor Nilton Lins, Parque das Laranjeiras. Na ocasião, o motorista, Darlisson Ferreira Nascimento, 23, estava embriagado e dirigindo em alta velocidade. Ele teve a CNH apreendida e foi autuado por embriaguez e omissão de socorro.

De acordo com o diretor-presidente do Detran, Leonel Feitoza, os registros de embriaguez deste ano são 13% menores que em 2014. O número de vítimas fatais no Carnaval em 2015 chegou a 11. O aumento é 175% maior que no ano passado, quando 4 mortes foram contabilizadas do dia 27 de fevereiro a 5 de março. Feitoza atribui o valor à irresponsabilidade de condutores.

“O que vimos neste ano não foram acidentes de trânsito, mas sim assassinatos que acontecem por causa da irresponsabilidade de motoristas, que teimam em dirigir alcoolizados. Por isso pretendemos fazer uma grande campanha para a modificação das leis de trânsito brasileiras. Não é justo um condutor matar duas pessoas e ser solto após pagar fiança. A população precisa se indignar como no caso dos periquitos. Queremos que esse crime seja caracterizado como homicídio doloso e não culposo”, disse.

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