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Manaus
TRANSPORTE COLETIVO

Em seis meses, rodoviários realizaram 41 paralisações e greves em Manaus

Foram 34 mil viagens não realizadas pela categoria e uma média de 130 horas de paralisação 22/06/2017 às 21:53
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Paralisações afetaram milhares de pessoas desde janeiro deste ano (Foto: Arquivo/AC)
Isabelle Valois Manaus (AM)

Desde primeiro de janeiro até ontem, o usuário do sistema de transporte coletivo de Manaus enfrentaram 41 ocorrências de greves e paralisações promovida pelos rodoviários, sem contar as ameaças de como a da última quarta-feira. Foram 34 mil viagens não realizadas e uma média de 130 horas de paralisação.

Ontem, por exemplo, aproximadamente 15 mil usuários da Zona Norte foram prejudicados por conta de mais uma paralisação de funcionários  da empresa Líder. Na quarta-feira, dia no qual a categoria havia ameaçado mais uma paralisação, mesmo após a desembargadora plantonista do Tribunal Regional do Trabalho da 11º Região, Solange Maria Santiago Morais, ter determinado que os membros do Sindicato dos Rodoviários suspendesse qualquer movimento paredista, durante a tarde 150 trabalhadores da empresa Viação São Pedro, que operam oito linhas de ônibus, contrariaram a decisão.

De acordo com o segurança Sidney Cosme Frederico, sempre que possível ele leva  R$ 10 reais na carteira destinado a uma corrida de mototáxi, caso os rodoviários venham paralisar. “Não posso faltar trabalho, e muito menos chegar atrasado. Caso isso ocorra irei pegar uma falta e o valor do dia perdido de trabalho será descontado do meu salário no final do mês. Se tiver mais de três faltas, posso assinar uma advertência. O chato é isso, que os rodoviários não pensam no prejuízo que eles ocasionam para população”, comentou.

Para Sidney é até possível apanhar outro meio de transporte, mas no caso da vendedora Talita Mirlene Silva de Lima, 21, a situação é bem mais complicado, pois ela mora no Puraquequara, Zona Leste, e trabalha no Centro. Segundo a vendedora, uma corrida de mototáxi de casa para o trabalho custa em média de R$ 70, enquanto de táxi o valor ultrapassa os R$ 100. “O ruim que não tenho esse dinheiro para bancar toda paralisação dos motoristas de ônibus. Isso sempre nos prejudica. Não podemos faltar trabalho, temos uma rotina a cumprir. Esse ano, perdi a conta de faltas que levei por conta dessas paralisações e greves dos rodoviários é um total desrespeito com o usuário, principalmente com a população trabalhadora”, disse a vendedora.

Reuniões

Na tarde de ontem, o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram), se reuniu com representantes do Sindicato do Rodoviários para uma nova rodada de negociações para tratar da convenção coletiva da categoria. Uma nova reunião está agendada para a tarde de hoje, destinado ao prosseguimento das negociações.

Conforme o presidente do Sinetram, Carmine Furletti, os rodoviários já ingressaram na Justiça para tentar obter suas reivindicações. “Isso é desnecessário e estamos dialogando para que possamos resolver essa situação. De qualquer modo, não há motivo para novas paralisações”, disse.

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