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Manaus
LEVANTAMENTO

Em três anos, ao menos 60 pessoas foram mortas por linchamento no AM

Até maio deste ano, quatro pessoas foram agredidas fatalmente em Manaus, conforme dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) 09/07/2018 às 15:58
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Foto: Reprodução
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Pelo menos 60 pessoas foram mortas por linchamento nos últimos três anos no Amazonas. O último caso foi registrado no domingo (8) em Borba, onde um suspeito de estupro e homicídio, identificado como Gabriel Lima Cardoso, de 18 anos, foi executado e teve o corpo queimado em via pública.

A Secretaria de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM) confirma 59 casos em Manaus desde 2015. Naquele ano, o órgão registrou 16 casos de linchamento. No ano seguinte, em 2016, foram 26 casos. Os casos diminuíram em 2017, quando 13 pessoas foram mortas.

De janeiro a maio de 2018, a Secretaria de Segurança registrou quatro casos em Manaus. Um deles ocorreu em março, quando Edvan da Silva, de 38 anos, foi agredido até a morte por moradores no bairro Novo Reino 2, Zona Leste de Manaus. De acordo com a Polícia Militar, o homem era suspeito de estuprar e matar uma adolescente de 13 anos, que foi abordada por ele ao retornar de uma festa.

Interior

A reportagem solicitou da SSP números oficiais de linchamentos no interior do Amazonas. A pasta informou que o setor de estatística deve reunir os números dos últimos anos. No entanto, dois casos ganharam repercussão na mídia amazonense pela brutalidade contra as vítimas.

O último caso ocorreu em Borba, onde um suspeito de estupro e homicídio foi morto e teve o corpo queimado por moradores. Ele estava preso no Batalhão da Polícia Militar e foi retirado do local após dezenas de pessoas invadirem o edifício. Policiais foram feridos durante a ação criminosa, e a Polícia Civil encaminhou uma tropa de segurança ao município como reforço.

Sobrevivente

Outro caso ocorreu em 2017, quando Luciene da Costa Gama, na época com 30 anos, foi agredida e teve o corpo queimado por moradores que invadiram uma delegacia. Ela é acusada de provocar um incêndio em uma casa que matou uma criança de 2 anos. Outra mulher de 26 anos morreu após ficar internada.

Na ocasião, a acusada teve os braços e mãos queimados. Ela chegou a ser transferida para Manaus, onde ficou internada no Hospital e Pronto-Socorro 28 de Agosto e sobreviveu a tentativa de linchamento.

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