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Manaus
DROGA E CELULARES

Em um mês de visitas liberadas, 19 familiares tentaram entrar em presídios com ilícitos

Drogas e celulares foram os materiais mais apreendidos. De 19 familiares, 15 foram levados para delegacias e quatro receberam punições menores 20/02/2017 às 17:01 - Atualizado em 20/02/2017 às 17:01
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Foto: Divulgação
acritica.com

Desde que as visitas nos presídios de Manaus foram liberadas, nos dias 21 e 22 de janeiro, e na semana seguinte, 28 e 29 de janeiro, 19 familiares foram flagrados tentando entrar com materiais proibidos nas unidades prisionais, segundo informou a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap).

De acordo com o órgão, todos os procedimentos de vistorias dos visitantes passaram a ser intensificados, com objetivo de coibir a entrada de ilícitos. De acordo com o secretário da Seap, tenente-coronel Cleitman Coelho, aproximadamente 80% das ocorrências resultaram no encaminhamento dos familiares a Distritos Integrados de Polícia (DIP).

“A maioria dos materiais apreendidos foram entorpecentes, que caracteriza um crime previsto no código penal. Por isso os familiares foram conduzidos a uma delegacia para os procedimentos cabíveis de flagrante”, disse Cleitman. “O segundo item mais apreendido com familiares foram celulares”.

Entre as ocorrências de material apreendido, 53% correspondem a entorpecente, sendo 22 porções de maconha e outros entorpecentes e uma trouxinha. Além disso, foram apreendidos também sete celulares, três baterias de celular, três chips, três joias, um cabo USB, um documento falso, um fone de ouvido e R$ 50 em espécie.

As unidades que mais registraram ocorrências foram o Centro de Detenção Provisória Masculino (CDPM) e o regime fechado do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), com sete flagrantes cada. Em seguida vem a Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa (CPDRVP), que no último domingo (19) realizou três flagrantes. A Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) registrou dois flagrantes.

Cleitman Coelho ressaltou que todos os visitantes flagrados do dia 21 de janeiro até o dia 19 de fevereiro receberam uma punição administrativa, com a suspensão da autorização de visita por 30 dias. “Essa medida é adotada para todos os visitantes que tentam entrar com materiais não permitidos, sendo eles encaminhados ou não para as delegacias. A suspensão é aplicada para qualquer tentativa dos familiares de repassarem aos internos objetos que contribuem para desestabilizar o sistema”.

Vidal Pessoa

A cadeia pública, localizada no Centro de Manaus, ainda não foi liberada para receber visitantes por conta da falta de estrutura e de espaço para acomodar os familiares dos internos. A unidade, que funcionará até o mês de abril deste ano, está recebendo provisoriamente internos que estavam sendo ameaçados em outras unidades, desde o massacre de 64 internos em vários presídios de Manaus, estopim da crise penitenciária no País.

Os familiares dos internos da Cadeia Pública Vidal Pessoa estão entregando materiais de limpeza e higiene para os internos todas as terças-feiras. Desde o dia 11 de fevereiro, foi autorizado pela Seap que fossem entregues refeições prontas apenas nos fins de semana.

Os parlatórios nas unidades prisionais da BR-174 e no Puraquequara foram liberados para o atendimento dos advogados a seus clientes desde o dia 23 de janeiro. A Vidal Pessoa e o regime fechado do Compaj passaram por reformas e ajustes nas áreas do parlatório e estarão liberados a partir desta sexta-feira (24).

*Com informações da assessoria de imprensa

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