Domingo, 26 de Janeiro de 2020
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Abalada, mãe de adolescente desaparecida implora por notícias

Edilene Mota, mãe da adolescente Brena Lorena de Souza, de 15 anos, corre contra o tempo para encontrar a filha desaparecida desde a última segunda-feira (23). "Eu não sei o que levou você [Brena] a fazer isso. Entra em contato comigo, por favor"



mae2_8FEA79BA-AA38-4E25-8AD8-0FC0A8B5F32F.JPG Foto: Luis
26/12/2019 às 15:38

Em campanha para encontrar filha desaparecida, Edilene Mota, 49, tem colado cartazes nos principais fluxos de circulação da capital com a imagem da adolescente de 15 anos. Brena Souza desapareceu na última segunda-feira (23), um dia antes da véspera de Natal, após sair de casa sem avisar a mãe, no Bairro da Paz, Zona Centro-Oeste de Manaus. "Foi o pior Natal da minha vida”, disse Edilene.

A funcionária pública de 49 anos, que trabalha em uma escola estadual de Manaus, informou que a filha  nunca havia fugido de casa. "Eu não sei o que levou você [Brena] a fazer isso. Entra em contato comigo, por favor", implorou Edilene, muito abalada.

Foto: Arquivo pessoal



A reportagem de A Crítica teve acesso a uma das últimas conversas em uma rede social entre Brenda e um jovem de 20 anos – com quem ela teria ido se encontrar. Em investigações feitas por conta própria, a mãe afirma ter descobrido que, por volta das 23h30 daquele dia, a adolescente saiu de casa para ter um encontro com o rapaz, no terminal de ônibus do Bairro da Paz, na Zona Centro-Oeste de Manaus, e não voltou mais para casa. O caso foi registrado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (Depca).

"Nós conseguimos localizar esse rapaz. Ele nos disse que realmente marcou um encontro com ela e que a deixou, por volta das 2h da manhã, em frente a um supermercado próximo da minha casa, no Bairro da Paz”, explica Edilene. 

Descrita como pacata, caseira e reservada pela família, Brena realizava acompanhamento psicológico por sofrer de mania de perseguição. Transtorno que prejudicou o desempenho escolar no ano letivo. "Ela vinha apresentando sinais de depressão desde o começo do ano, e já não saía de casa sem estar acompanhada", afirma Edilene.

Contudo, mesmo assim, a adolescente levava uma vida normal em uma família grande, composta pela mãe, três irmãos e quatro sobrinhos. Segundo relatos de uma amiga próxima e da irmã, ela nunca manifestou desejo de sair de casa.

"A Brena não é de sair para festas. Dias antes de sair de casa, ela estava muito isolada no quarto. Conversei com uma amiga próxima dela que me disse que nunca notou qualquer mudança brusca de comportamento, tampouco a viu consumir drogas", disse Edilene.

Desde o desaparecimento a família vem, por conta própria, colando cartazes em postes, em murais de hospitais e divulgando a foto da adolescente nas redes sociais a fim de saber alguma notícia de onde Brenda possa estar.

"A última notícia que recebemos foi de uma pessoa anônima que nos ligou informando que viu a Brena na companhia de dois rapazes na feira do Bairro da Paz, aparentando estar embriagada. Mas não estamos seguros da veracidade dessa informação. É essa incerteza que me deixa aflita. Não sabemos se ela teve um surto, se ela está drogada, se ela está sendo forçada a algo, nada", disse a mãe com a voz embargada.

A reportagem entrou em contato com a delegada Joyce Coelho, da Depca, mas até o fechamento desta matéria a delegada não havia respondido as perguntas enviadas pelo A Crítica.

Quem souber de alguma informação a respeito do paradeiro de Brenda Lorena Souza pode entrar em contato com a família pelos telefones (92) 99192-9787 e 99262-7137.


*Colaborou o repórter Luiz G. Melo

Repórter

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