Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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José Azevedo na loja da Henrique Martins, onde o grupo começou. Até o fim do ano o empresário vai inaugurar um mini-shopping com 30 lojas no bairro Zumbi
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Manaus

Empreendedores de fibra fortalecem economia amazonense

Empresários que se tornaram reerência no mercado local mostram que, para sobreviver e superar a concorrência, é preciso conhecer a atividade e arregar as mangas


21/04/2013 às 15:12

Ser dono do próprio negócio é o sonho de milhões de brasileiros. No imaginário popular, abrir uma empresa significa ganhar muito dinheiro, trabalhar pouco, ter horário flexível e outras regalias. Mas poucos conhecem os obstáculos e os sacrifícios enfrentados por empreendedores que acreditaram em seu projeto e que hoje se tornaram referência no setor em que atuam.

Nesse grupo de lutadores exitosos estão nomes como José Azevedo, presidente do grupo TV Lar; Sidnei Pedrosa, presidente do grupo DB; Francisco e Marianna Daou, proprietários da rede Waku Sese; e Milene Ribas e Maurício Pardo, proprietários da Bárbaros Confeitaria.

 Aos 79 anos, José Azevedo tem uma história marcada pela dedicação ao trabalho e pela perseverança. Português da cidade de Albergaria-a-Velha (Distrito de Aveiro), Azevedo chegou a Manaus em novembro de 1934 junto com seus pais, com pouco mais de um ano de idade. A necessidade de trabalhar começou na infância, já que precisava entregar as roupas que sua avó lavava e engomava para a clientela.

Aos 17 anos, passou a consertar rádios na função de rádio-técnico. A competência na atividade fez com que Azevedo se tornasse muito conhecido na cidade. Para atender à demanda das empresas de assistência técnica e dos clientes, ele criou em 1964 a “Importadora TV Lar”, que vendia peças para rádio. Quase 50 anos depois, a empresa deu origem a um grupo de 28 lojas da marca, uma rede de concessionária de motos Yamaha e ao Manaus Plaza Shopping.

“Para empreender tem que conhecer o mercado, tem que acreditar e tem que trabalhar”, resume José Azevedo, que também é sócio da fábrica Yamaha Motor da Amazônia.

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Dentre as dificuldades enfrentadas pelo empresário, ele cita os dois incêndios que ocorreram no Plaza Shopping em 2008 e um incêndio sofrido há 22 anos pela loja central, na rua Henrique Martins (Centro), que destruiu toda a mercadoria importada.

“Quase eu perco o prédio da sede. Escapei de morrer, fiquei todo queimado. É terrível ver seu patrimônio pegar fogo. Tive vontade de desistir, mas meus filhos e funcionários me incentivaram. As barreiras existem. Quantas vezes eu chorei sozinho porque tinha que seguir em frente, mas não tinha com quem dividir as dificuldades”, lembra.

Dedicação integral

Antes de abrirem sua conceituada confeitaria no Vieiralves, em 2011, a chef paulistana Milene Ribas e o amazonense Maurício Pardo, casados há sete anos, venderam brigadeiros e outros quitutes em ônibus, postos de gasolina, no Mercado Cultural do Passeio do Mindu (Parque Dez) e na feirinha da Eduardo Ribeiro. Mas quem pensa que a vida deles hoje é moleza está muito enganado. “A gente acorda às 5h e trabalha o tempo inteiro. Já dormimos várias vezes no chão do restaurante. Tempo para lazer é raro”, diz a chef.   


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