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Manaus
TRABALHO

Empregos aumentam 6,5%, mas rendimento do trabalhador cai R$ 137 no Amazonas

Apesar de o Estado fechar o 3º trimestre com 97 mil ocupados a mais que em 2017, amazonense ganha R$ 559 a menos que a média nacional. No Norte, rendimento só é superior ao do paraense, segundo o IBGE 14/11/2018 às 15:41 - Atualizado em 14/11/2018 às 16:39
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Foto: Reprodução/Internet
Vitor Gavirati Manaus (AM)

O Amazonas fechou o terceiro trimestre de 2018 com 97 mil pessoas ocupadas a mais em relação ao mesmo período do ano passado. No entanto, o rendimento médio real do trabalhador diminuiu R$ 137 no Estado durante o intervalo. Os números foram divulgados nesta quarta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia Estatística (IBGE).

Entre o terceiro trimestre de 2017 e o deste ano, a quantidade de ocupados no Amazonas aumentou 6,5%, subindo de 1.505.000 para 1.602.000. Já o rendimento real caiu de R$ 1.800 para R$ 1.663.

O rendimento médio real do trabalhador no Amazonas é R$ 559 menor do que a média nacional (R$ 2.222) e R$ 17 do que a da região Norte (R$ 1.680). Considerando o terceiro trimestre de 2017, apenas o rendimento do paraense (R$ 1.517) é menor que o do amazonense entre os estados nortistas. Ainda assim, no Pará a marca aumentou R$ 46 em relação ao mesmo período de 2017. Em Roraima, a média foi de R$ 2.171.

Segundo o IBGE, o número de desocupados, aqueles acima de 14 anos sem trabalho na semana de pesquisa, diminuiu 15,7% no período. Em números absolutos, a redução foi de 45 mil pessoas: 287 mil em 2017 contra 241 mil este ano.

Em relação ao segundo trimestre de 2018, o Amazonas está com 15 mil desocupados a menos (redução de 5,6%). O Estado terminou setembro com 1,8 milhões de pessoas na força de trabalho.

A maior queda na taxa de desocupação, que é o percentual de pessoas desocupadas em relação às pessoas na força de trabalho, entre o terceiro trimestre de 2017 e o de 2018 foi a registrada no Amazonas: -2,9%, baixando de 16% para 13,1% no período. A taxa de desocupação do Estado é maior que a média nacional (11,9%) e da região Norte (11,5%).

Santa Catarina tem a menor taxa de desocupação do País (6,2%). Já o Amapá apresenta a maior (18,3%). Roraima registrou a maior alta na taxa de desocupação entre o terceiro trimestre de 2017 e 2018. No período, a marca subiu de 8,9% para 13,5% (aumento de 4,6%).

Rendimento do trabalhador caiu R$ 279 em sete anos no AM

Em relação ao primeiro trimestre de 2012, início da série histórica do IBGE, o rendimento médio real do trabalhador diminuiu R$ 279, caindo de R$ 1.942 para R$ 1.663. No terceiro trimestre de 2018, o maior rendimento é o do Distrito Federal: R$ 3.902.

Na série, o Amazonas terminou o segundo trimestre de 2012 com o maior rendimento (R$ 1.963) e o quarto semestre de 2016 com o menor (R$ 1.612).

Pará, Maranhão e Amazonas têm mais trabalhadores por conta própria

A população brasileira ocupada no 3º trimestre de 2018, estimada pelo IBGE em 92,6 milhões de pessoas, é composta por 67,5% de empregados (incluindo empregados domésticos); 4,8% de empregadores; 25,4% de pessoas que trabalharam por conta própria e 2,4% de trabalhadores familiares auxiliares. Há 12,5 milhões de desempregados no Brasil.

Nas Regiões Norte (32,4%) e Nordeste (29,0%), o percentual de trabalhadores por conta própria é superior ao verificado nas demais regiões. Por Unidades da Federação, os maiores percentuais de trabalhadores por conta própria foram do Pará (34,6%), Maranhão (33,8%) e Amazonas (33,0%), enquanto os menores ficaram com o Distrito Federal (19,4%), São Paulo (21,4%) e Santa Catarina (22,1%).

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