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Manaus
CASH BACK

Empresa de serviços hospitalares é alvo de operação da PF contra desvios da Saúde

Mandados judiciais são cumpridos na sede do Grupo Bringel, responsável por lixo e equipamentos hospitalares, gestão de hospitais e esterilização. Funcionários foram liberados 11/10/2018 às 09:06 - Atualizado em 11/10/2018 às 09:18
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Foto: Amanda Guimarães
Amanda Guimarães Manaus (AM)

A empresa Grupo Bringel, responsável por prestar serviços hospitalares ao Estado do Amazonas, é um dos alvos da operação “Cash Back”, deflagrada na manhã desta quinta-feira (11) pela Polícia Federal, em Manaus, como um desdobramento da “Maus Caminhos”, que apura desvios de mais de R$ 200 milhões de verbas da Saúde do Estado. A informação foi confirmada pelo delegado da PF Alexandre Teixeira.

O grupo Bringel, que é um dos maiores fornecedores de serviços hospitalares para a Secretaria de Saúde do Amazonas (Susam), é responsável como coleta de lixo hospitalar, equipamentos hospitalares, sistema de gestão de hospitais e esterilização de materiais em diversas unidades de saúde da capital. A sede do grupo fica na avenida Cosme Ferreira, bairro Coroado, Zona Leste.

A reportagem constatou que uma viatura da Polícia Federal foi vista no local na manhã de hoje, por volta das 6h, e que os funcionários foram liberados do expediente, porém orientados para ficarem de “sobreaviso” e que não deixassem a sede da empresa “todos de uma vez”.


Foto: Amanda Guimarães

De acordo com a Polícia Federal, a “Operação Cash Back” investiga a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Os delitos, segundo a PF, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social (pessoa jurídica sem fins lucrativos – ONG), não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos.

A PF apurou que, dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para desviar recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Apenas em um dos contratos dessas empresas com o Estado do Amazonas, no valor de R$ 552 milhões, foi identificada fraude no valor de R$ 140 milhões. As medidas, 16 mandados de prisão temporária e 40 mandados de busca e apreensão, além de mandados de bloqueios de contas e de sequestro de bens móveis e imóveis, foram expedidas pela Justiça Federal, após manifestação do Ministério Público Federal e cumpridas por 150 policiais federais.

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