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Manaus
DENÚNCIA

Empresária denuncia casa de bronzeamento de Manaus após descapelamento da pele

Ela, a mãe e uma amiga fizeram bronzeamento artificial em uma clínica de estética da cidade, mas tiveram irritações e até feridas 14/10/2017 às 05:00
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Foto: Arquivo/Divulgação
Isabelle Valois Manaus (AM)

A microempresária Giselle Cantuária denunciou nas redes sociais dela um problema que ela, a mãe e uma amiga passaram após fazeren procedimento de bronzeamento artificial em uma clínica de estética da cidade. Elas tiveram irritações na pele, descapelamento e, no caso da mãe da microempresária, até feridas surgindo pelo corpo.

Conforme Giselle, no último dia 1º ela, a mãe e a amiga foram em busca da clínica de estética para a realização do bronzeamento. No caso dela e da amiga esta tinha sido a segunda vez que elas realizavam o procedimento e, como na primeira exposição não tiveram reações, buscaram novamente pela clínica para realizar o bronzeamento. “Até então, não havíamos tido nenhum tipo de reação. Mas  nesta segunda sessão a situação foi bem diferente. Quando retornei pra casa, tomei um banho, comecei a sentir uma irritação desagradante na minha pele. A cada dia que passava a irritação só piorava e em algumas partes a vermelhidão ocasionava uma coceira insuportável”, disse ela, que foi exposta em uma cabine de bronzeamento.

No caso da mãe da Giselle, a situação foi mais agravante, pois a boa parte do corpo, além de descapelar várias partes do corpo, o procedimento provocou bolhas e muitas feridas. “Minha amiga também reclamou do descapelamento. Ela disse que não demorou dois dias e a pele dela começou a descapelar. Foi então que comecei a enviar mensagens para a responsável da clínica e a ligar. Ela visualizava, mas não respondia, depois que publiquei uma reclamação nas redes sociais que eles nos deram um respaldo”, contou.

Segundo a denunciante, a clínica informou que o processo de descapelamento é normal para o processo e que as clientes precisam realizar um esfolheamento e hidratação da pele. Para respaldar o problema, a clínica ofereceu todo o tratamento de recuperação da hepiderme.

O câncer de pele é mais frequente no Brasil e corresponde a 30% de todos os tumores malignos registrados no País. Apresenta altos percentuais de cura, se for detectado precocemente. Conforme o Instituto Nacional do Câncer (Inca) o câncer de pele é mais comum em pessoas com mais de 40 anos, sendo relativamente raro em crianças e negros, com exceção daqueles já portadores de doenças cutâneas anteriores. Pessoas de pele clara, sensível à ação dos raios solares, ou com doenças cutâneas prévias,  são as principais vítimas.

Radiação ultravioleta

Conforme informou a dermatologista Patrícia Melo, as cabines de bronzeamento utilizam a radiação ultravioleta A, que tem uma capacidade de atingir camadas mais profundas da pele e durante um período de exposição a este tipo de radiação, ocorre um processo acumulativo que pode levar uma predisposição a lesões cancerígenas.

“Diariamente somos submetidos a uma intensa carga desta radiação,  pois vivermos em um país tropical, especificamente no Norte, como já nos apresentou diversos estudos. Além de tudo isso, quem realiza este procedimento se submete a uma fonte extra de radiação e acelera o processo de danos e acelerando o envelhecimento da pele”, comentou a especialista em dermatologia.

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