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Manaus
DOPADA

Empresária que teve suicídio forjado pelo marido pode ter sido dopada antes de crime

Exame toxicológico encontrou na urina da vítima substância presente em remédios antidepressivos. Jerusa Helena, de 51 anos, foi encontrada morta dentro de casa 15/06/2018 às 18:52 - Atualizado em 15/06/2018 às 18:58
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Foto: Divulgação
Izabel Guedes Manaus (AM)

O laudo de um exame toxicológico apontou que a empresária Jeruza Helena Torres Nakamine, de 51 anos, que foi encontrada morta no dia 12 de abril deste ano dentro da casa dela, em Manaus, e que foi dada como suicida em crime forjado pelo marido, estava dopada quando foi assassinada. A informação foi divulgada hoje pelo Sindicato dos Peritos Oficiais do Amazonas (Sinpoeam), durante coletiva de imprensa na sede do Instituto Médico Legal (IML).

O suspeito do crime, o marido, Ivan Rodrigues das Chagas, 56, foi preso ontem (14) e já havia confessado o crime após laudos anteriores terem descartado. Em um vídeo que a reportagem da TV A Crítica teve acesso com exclusividade, Ivan aparece chorando e lamentando o suposto “suicídio” da esposa para a polícia, em frente à casa da vítima, no conjunto Campos Elíseos, bairro Planalto, Zona Centro-Oeste de Manaus. Entretanto, tudo não passava de um teatro

De acordo com o exame toxicológico do IML, feito com a análise da urina da empresária, foi encontrada no corpo na vítima uma substância presente em medicamentos antidepressivos ou calmantes que causam dopagem química. Entretanto, de acordo com o Sinpoeam, apenas investigações da polícia vão poder confirmar se, de fato, o suspeito do crime deu para a esposa doses a mais do medicamento.


Foto: Márcio Silva

O exame, conforme o perito criminal Ilton Soares, não tem como especificar se a quantidade da substância encontrada no corpo de Jerusa era maior do que o habitual para uma pessoa que toma este tipo de medicamento regularmente. Porém, o resultado confirma que a empresária estava sim sob efeito desses remédios. Tal resultado reforça ainda a falta de indícios de que houve luta corporal entre a vítima e o suspeito. “Essas características não foram encontradas na ocasião. Ela estava dopada e agora o laudo será encaminhado para a polícia e vai ajudar nas investigações”, afirma.

Jerusa Helena Torres Nakamine, de 51 anos, foi assassinada com 18 facadas dentro da casa dela. O suspeito do crime é próprio marido, Ivan Rodrigues das Chagas, 56, que confessou o crime,após um laudo do Instituto Médico Legal (IML) apontar que a empresária não tinha cometido suicídio. O homem, de acordo com a Polícia Civil, teria forjado o suicídio para fugir da prisão em flagrante. Para familiares, a motivação do crime seriam brigas entre o casal causadas por separação, divisão de bens e casos extraconjugais de Ivan.

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