Quinta-feira, 22 de Agosto de 2019
Manaus

Empresário condenado permanecerá em liberdade

Apesar de a defesa ter insistido na tese de negativa de autoria, Jhefferson Kennedy da Silva Moraes foi condenado por homicídio cometido em 2007, durante uma briga da Feira da Expoagro



1.jpg Jhefferson foi condenado por homicídio
08/05/2013 às 22:01

O empresário Jhefferson Kennedy da Silva Mores, filho do também empresário Cícero Brasiliano, dono do Café do Norte, sentou no banco dos réus nesta quarta-feira (8), para ser  julgado pelo assassinato do técnico de som, Mário Jorge Alves Amâncio, 35, ocorrido no dia 22 de outubro de 2007. O julgamento aconteceu no plenário do Tribunal do Júri e foi presidido pelo juiz do 2º Tribunal do Júri, Anésio Rocha. Os promotores Ednaldo Moura e Fábio Monteiro atuaram na acusação.

Jhefferson foi acusado de ter matado Mário Jorge durante uma briga da Feira da Expoagro, bairro Santa Etelvina, Zona Norte. A defesa insistiu na tese de negativa de autoria. Mesmo assim, o réu foi condenado a 11 anos e três meses de reclusão em regime fechado. Apesar da condenação, como ainda cabe recurso da defesa, Jhefferson aguardará em liberdade.

O caso

No dia do crime Jhefferson foi preso em flagrante, mas teve a prisão relaxada pelo juiz plantonista e nem chegou a entrar na cela da Cadeia Pública Desembargador Raimundo Vidal Pessoa. Depois do relaxamento da prisão em flagrante, no dia 26 de outubro, o então promotor Francisco Cruz enviou ao Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM) um pedido de prisão preventiva do empresário.

Cruz afirmou que, no processo que chegou até o Ministério Público, havia indícios fortes e contundentes de que Jhefferson seria o responsável pela morte do técnico de som e pediu a prisão preventiva do réu que nunca chegou ir para cadeia. O empresário teve a prisão preventiva decretada pelo juiz do 2º Tribunal do Júri, mas no momento que o mandado estava sendo cumprido pela Polícia Civil, foi expedido uma liminar revogando. O alvará de soltura autorizando o relaxamento da prisão em flagrante foi assinado pelo juiz plantonista Alcides Carvalho Vieira Filho.

No dia 9 de novembro, mais uma vez o promotor de Justiça, entrou com recurso em sentido estrito, no TJ-AM pedindo que a Câmara Criminal, composta por três desembargadores, revogasse a liberdade provisória concedida ao empresário pelo juiz Hugo Levy Filho.

No dia 23 de novembro mais uma vez, Cruz representou pela prisão preventiva de Jhefferson. Desta vez, justificando que as testemunhas do crime estariam sofrendo ameaças por parte do acusado e seus familiares. O mesmo aguardou o julgamento em liberdade.

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