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Manaus
POLÊMICA

Empresário do Supermercado Nova Cidade que invadiu área pública aguarda governo

O empreendimento foi erguido de forma irregular em um terreno público, que fica no traçado da avenida das Flores 14/09/2017 às 20:32 - Atualizado em 15/09/2017 às 14:34
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Confusão aconteceu no estacionamento do Supermercado Nova Cidade, que estava ocupando área de influência da obra. Foto: Winnetou Almeida
Álik Menezes Manaus (AM)

O empresário Francisco Araújo Silva, proprietário do Supermercado Nova Cidade, localizada na rua avenida Margarita, bairro Nova Cidade, que tentou impedir, na manhã desta quinta-feira (14), que funcionários do Grupo Integrado de Prevenção às Invasões de Áreas Públicas (Gipiap) retirassem uma cerca do estacionamento do empreendimento dele, erguido irregularmente em área pública, aguarda posicionamento do governo.

A ação de hoje teve como objetivo a retirada da cerca para que as obras de construção da avenida das Flores continuassem naquela área. De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra), a área foi ocupada ilegalmente há anos e está na rota das obras para a construção da avenida das Flores. No entanto, o Governo do Estado informou que não pretende buscar, na justiça, a retirada do empresário, que invadiu o terreno público.

A medida foi criticada pelo defensor público Carlos Alberto Almeida, para quem tanto o empresário quanto o Governo do Estado estão errados. Segundo ele, a “doação” do terreno invadido ao empresário é absurda. “O Estado não dá propriedade pública para ninguém, não existe essa bacanagem, me estranha muito esse ‘dois pesos e duas medidas’”, disse ele, referindo-se às invasões de terra promovidas por famílias de baixo poder aquisitivo em outras áreas públicas da capital.

Quase preso

Durante a ação de hoje, o empresário alegou que não foi notificado sobre a medida dos funcionários públicos e se desesperou quando viu os trabalhadores entrando no terreno do estacionamento, derrubando uma cerca e construindo outra, avançando cerca de cinco metros no estacionamento do supermercado.

 “Quando cheguei vi que os fornecedores não estavam entregando as mercadorias porque os funcionários do governo estavam entrando do estacionamento e derrubando a cerca. Bloqueei a entrada deles com meu carro e quase fui preso pela Polícia Militar, eles ainda me algemaram”, disse, nervoso, o empresário.

Na Compensa

Na avenida Brasil, na Compensa, um empresário também invadiu uma área desapropriada pelo Prosamim  para construir um posto de gasolina em Contudo, mas o governo devolveu a posse do terreno após acordo para pagar custos da desapropriação, construção de  quadra e uma praça.

Segundo o empresário, ele invadiu o local há treze anos, quando inaugurou o supermercado e, desde então, vem requerendo a posse do local junto aos órgãos públicos.  Francisco contou ainda que tenta, há anos, fazer um acordo com o governo.

“Eu compro o terreno. Eu posso comprar, mas eles chegam assim, sem avisar nada, estou amargando um prejuízo enorme hoje. Quero fazer um acordo para meu supermercado continuar aqui”.

Terreno invadido há 13 anos para construção de comércio

Em nota, a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Seinfra) informou que o terreno em questão está inserido na área de abrangência da obra de construção da avenida das Flores e foi ocupado de forma irregular há anos.

A pasta informou também que o ocupante foi devidamente notificado da irregularidade por ele cometida (invasão de espaço público), recebeu prazo legal para desocupação e, dada a necessidade da continuidade da obra, foi realizado hoje o processo de desocupação física da área, que era utilizada como estacionamento comercial.

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