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Manaus
PATRIMÔNIO

Empresário afirma que vai demolir construção em prédio tombado pelo Iphan

Dono de imóvel no Centro Histórico, na avenida Epaminondas que foi descaracterizado, planeja readequação 25/07/2017 às 10:12 - Atualizado em 25/07/2017 às 14:17
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Luciano Olivares mostrou documentos em que desde 2005 tentava regularizar a obra nos órgãos do patrimônio histórico Fotos: Euzivaldo Queiroz
Silane Souza Manaus (AM)

O empresário Luciano Olivares reafirmou, ontem, que vai demolir o quarto andar e parte do terceiro, construídos sem autorização dos órgãos competentes, em um imóvel classificado como Unidade de Preservação Histórica de 2º Grau, localizado na avenida Epaminondas, no Centro Histórico de Manaus. A medida faz parte de uma adequação prevista no projeto que foi aprovado  pelo  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Olivares disse que construiu os dois andares quando comprou o imóvel, em 2005, acreditando que não precisava de autorização específica para fazer a obra, mas naquela época, a edificação já estava preservada como consta na Lei Orgânica do Município de Manaus (Loman) e no decreto municipal 7176/2004. E por conta disso, em 2006, um ano depois, a obra foi embargada pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).

Desde então, o empresário diz que não mexeu mais no imóvel, contrariando o parecer do Iphan em vistoria realizada em 6 de agosto de 2012 . Dois meses antes naquele ano, o instituto foi acionado pela Vara Especializada do Meio Ambiente e de Questões Agrárias  para se manifestar acerca da construção irregular numa área tombada em 2010.

Apesar de a obra ter sido embargada em 2006, Luciano Olivares mostrou documentos que mostram que ainda em 2005 ele tentou regularizá-la. Somente em 2016, com o terceiro projeto de adequação do imóvel apresentado ao Iphan, teve o aval para fazer as modificações, que lhe custarão caro, pois terá que demolir quase tudo o que construiu e recompor a fachada. “Só a demolição e adequação da obra não sairá por menos de R$ 90 a 100 mil”. 

A proposta aprovada em agosto do ano passado pelo Iphan trata da demolição total do 4º pavimento e de 30% do 3º pavimento para que fique escalonado e oculto, sem impactar no ambiente do conjunto arquitetônico daquela área, além da recomposição de parte da cobertura frontal do imóvel utilizando telhas tipo marselha. A obra deve ser executada em até dois anos. 

A arquiteta e urbanista Socorro Gouvêa, responsável pelo projeto, disse que o mesmo aguarda aprovação e licença do Implurb para que seja executado. “A obra está parada desde 2006, isso mostra que o dono quer se adequar as leis municipais, estaduais e federais. Estamos só aguardando o parecer do Implurb para fazer isso. Creio que vai sair logo e vamos começar a fazer orçamentos e uma série de outras coisas para ver essa obra concluída e aprovada pelas leis”.

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