Sábado, 18 de Janeiro de 2020
PATRIMÔNIO

Empresário afirma que vai demolir construção em prédio tombado pelo Iphan

Dono de imóvel no Centro Histórico, na avenida Epaminondas que foi descaracterizado, planeja readequação



centro.JPG Luciano Olivares mostrou documentos em que desde 2005 tentava regularizar a obra nos órgãos do patrimônio histórico Fotos: Euzivaldo Queiroz
25/07/2017 às 10:12

O empresário Luciano Olivares reafirmou, ontem, que vai demolir o quarto andar e parte do terceiro, construídos sem autorização dos órgãos competentes, em um imóvel classificado como Unidade de Preservação Histórica de 2º Grau, localizado na avenida Epaminondas, no Centro Histórico de Manaus. A medida faz parte de uma adequação prevista no projeto que foi aprovado  pelo  Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). 

Olivares disse que construiu os dois andares quando comprou o imóvel, em 2005, acreditando que não precisava de autorização específica para fazer a obra, mas naquela época, a edificação já estava preservada como consta na Lei Orgânica do Município de Manaus (Loman) e no decreto municipal 7176/2004. E por conta disso, em 2006, um ano depois, a obra foi embargada pelo Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb).



Desde então, o empresário diz que não mexeu mais no imóvel, contrariando o parecer do Iphan em vistoria realizada em 6 de agosto de 2012 . Dois meses antes naquele ano, o instituto foi acionado pela Vara Especializada do Meio Ambiente e de Questões Agrárias  para se manifestar acerca da construção irregular numa área tombada em 2010.

Apesar de a obra ter sido embargada em 2006, Luciano Olivares mostrou documentos que mostram que ainda em 2005 ele tentou regularizá-la. Somente em 2016, com o terceiro projeto de adequação do imóvel apresentado ao Iphan, teve o aval para fazer as modificações, que lhe custarão caro, pois terá que demolir quase tudo o que construiu e recompor a fachada. “Só a demolição e adequação da obra não sairá por menos de R$ 90 a 100 mil”. 

A proposta aprovada em agosto do ano passado pelo Iphan trata da demolição total do 4º pavimento e de 30% do 3º pavimento para que fique escalonado e oculto, sem impactar no ambiente do conjunto arquitetônico daquela área, além da recomposição de parte da cobertura frontal do imóvel utilizando telhas tipo marselha. A obra deve ser executada em até dois anos. 

A arquiteta e urbanista Socorro Gouvêa, responsável pelo projeto, disse que o mesmo aguarda aprovação e licença do Implurb para que seja executado. “A obra está parada desde 2006, isso mostra que o dono quer se adequar as leis municipais, estaduais e federais. Estamos só aguardando o parecer do Implurb para fazer isso. Creio que vai sair logo e vamos começar a fazer orçamentos e uma série de outras coisas para ver essa obra concluída e aprovada pelas leis”.

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