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Manaus
DESVIOS

Empresário Thyago Maues de Melo é único foragido da operação CashBack, diz TRF-AM

O empresário que é apontado como administrador da CSP, empresa por qual os recursos federais eram desviados, não foi localizado até o momento 18/10/2018 às 11:01
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As investigações apontaram que a CSP efetuou um saque bancário de R$ 200 milhões (Foto: Divulgação)
Amanda Guimarães Manaus (AM)

O empresário Thyago Villa Maues de Melo é o único foragido da operação CashBack, deflagrada na semana passada para apurar desvios na área da saúde do Estado do Amazonas. A Justiça Federal concedeu mandado de prisão temporária, mas até o momento, ele não foi localizado pela Polícia Federal. O investigado é apontado como administrador da Confiança Segurança Patrimonial, empresa por qual os recursos federias eram desviados.  

Conforme a 4ª Vara de Justiça Federal do Amazonas, no dia que a operação foi realizada a Polícia Federal informou, que alguns mandados tinham sido cumpridos, menos o que determinava a prisão temporária de Thyago. Ele não havia sido localizado até a manhã desta quinta-feira (18).

A Justiça Federal do Amazonas afirmou que apenas a Polícia Federal deve relatar como as investigações em torno do paradeiro do empresário estão sendo realizadas. 

Empresa CSP

No inquérito da operação, encaminhado para à Justiça Federal do Amazonas, Thyago aparece como administrador, ao lado de Débora Moraes Gomes de Melo, da Confiança Segurança Patrimonial LTDA (CSP), empresa por qual os recursos federais eram desviados, conforme as investigações.

Segundo o documento, Débora tinha 80% da capital da empresa, enquanto Thyago era detentor de 20% do capital societário. Ainda o documento aponta que durante uma fiscalização da Controladoria-Geral da União (CGU), Thyago se apresentou como administrador da empresa, mesmo quando não figurava no quadro social da instituição.

Segundo o documento, o deputado Sabino Castelo Branco era o real beneficiários dos recursos públicos federias desviados por meio da CSP, que mantinha contratos com o Instituto Novos Caminhos (INC), de propriedade do empresário Mouhamad Moustafa, apontando como líder da organização criminosos descoberta na Operação Maus Caminhos.

As investigações identificaram também que, em abril de 2015, a CSP efetuou um saque bancário de R$ 2,5 milhões.  "Como — indaga-se — uma empresa que apenas tinha contrato com o INC consegue sacar em abril de 2015 o equivalente a todo o valor que ela receberia de outubro de 2014 a maio de 2016?", aponta o inquérito. 

CashBack

operação é um desdobramento da “Maus Caminhos”, com o cumprimento de 16 mandados de prisão preventiva e outras ordens judiciais, com objetivo de investigar a prática de crimes de peculato, lavagem de capitais e organização criminosa. Os delitos, segundo a PF, foram praticados por empresários que forneciam produtos e serviços à organização social não alcançados na primeira fase da operação Maus Caminhos, em 2016.

A PF apurou que, dentre as fraudes identificadas, o modus operandi utilizado pela organização criminosa para desviar recursos públicos consistia na realização de pagamentos superfaturados, em preço e/ou quantidade, com a posterior devolução de parte do valor pago. Por essa razão, o nome da operação faz alusão ao modelo de compras que devolve parte do dinheiro ao consumidor.

Fiscalizações e auditorias complementares foram realizadas pelos órgãos técnicos. De acordo com a Receita Federal, existem indícios de fraudes fiscais da ordem de R$ 100 milhões, cujas autuações podem alcançar R$ 75 milhões. Segundo a Controladoria Geral da União (CGU), foram identificados desvios de recursos públicos da ordem de R$ 142 milhões.

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