Terça-feira, 23 de Julho de 2019
INOVAÇÃO

Empresários apostam em kit tacacá e clube de assinatura de açaí em Manaus

Comerciantes da capital utilizam produtos da Amazônia para chamar atenção dos clientes e fazer a diferença no mercado regional



agora_amaz_nia_E1B1A079-BF34-49DF-B5CB-5F06ABB6A75B.JPG Foto: Divulgação
23/06/2019 às 15:31

Dos conhecidos tucumã e açaí ao tucupi e a árvore mulateiro: é possível estimular nichos de mercado com índices negativos ou até mesmo fidelizar um novo público a partir dos insumos amazônicos. A boa disposição empresarial em investir em produtos inovadores faz diferença.

Apostar na Amazônia por meio da culinária, por exemplo, é, além de uma vocação do cozinheiro Paulo Fortunato, uma ambição executiva de levar as pessoas a conhecerem o famoso tacacá amazonense. Mesmo não havendo solidez no negócio da bioeconomia local, ele e a esposa, Natasha Mayer, celebram os primeiros meses da empresa.

“Já fornecíamos tucupi do nosso restaurante a outros parceiros, desde 2013, mas decidimos pela produção industrial para podermos exportar para feiras mundiais. O produto é tão tradicional que nem existe regulamentação no Ministério da Agricultura”, explicou Natasha, que é farmacêutica.

O produto já é temperado e embalado na própria fábrica, com ajuste de sabor a cada lote pelo chef Fortunato. Atualmente, eles produzem de 5 a 10 mil litros por mês com a pretensão de enviar os primeiros lotes à Europa em setembro.

“Já temos pedido em Portugal. Eu brinco que inventamos o fast food para o tucupi”, brincou Natasha. O casal aproveitou para montar kits tacacá para atrair clientes, com jambu pré-cozido, camarão, o tucupi e duas cuias de brinde. O pacote é encontrado nos principais supermercados da cidade e varia entre R$ 65 e R$ 75.

Assinatura de açaí

Já o casal de corretores de imóveis Samella Jhulliend e Diego Carvalho decidiram avançar no conceito popular de “atravessadores”: criaram o primeiro clube de assinatura de açaí da cidade. Sem possuir produção própria e sem contar com incubadora ou aceleradora, a startup BaBo Açaí faz a primeira entrega em até 72h.

“Começamos em fevereiro, e temos uma média de crescimento de cinco assinantes por mês. Fechamos o fornecimento de uma empresa daqui e do Pará e estimamos faturamento até novembro de R$ 15/mensal”, relatou Samella.

Com serviço 100% online, ela estima o retorno dos primeiros investimentos no final do ano, quando deve bater a meta de 300 assinantes no serviço de pacotes de entrega

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