Quinta-feira, 23 de Maio de 2019
REFLEXOS

Empresas do Polo Industrial estudam antecipar férias por falta de insumos

Setor de duas rodas e o de eletroeletrônicos são os mais afetados, disse o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo



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Foto: Arquivo/AC
29/05/2018 às 17:32

Empresas da Zona Franca de Manaus estão estudando a possibilidade de antecipar as férias coletivas de, em média, 70 mil funcionários por conta dos impactos da greve dos caminhoneiros. O polo eletroeletrônico e as fabricantes veículos de duas rodas são os setores mais afetados, disse o vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Nelson Azevedo.

Na última semana, empresas do Polo Industrial já haviam relatado dificuldades para manter a produção devido a não chegada dos insumos, que segundo Azevedo, são trazidos principalmente do Sul e Sudeste do Brasil.  

O vice-presidente não soube informar quais empresas estariam antecipando as férias, no entanto declarou que de alguma forma todas as empresas do PIM foram impactadas com a greve. “Afetou o setor de duas rodas e eletrônicos, porém envolve toda uma cadeia produtiva. Elas (empresas) vão ter que dar férias porque sem fabricação com insumo não tem como fornecer”, disse.

Azevedo calcula que entre 60 a 70 mil funcionários tenham os dias de folga adiantados. “As férias ocorreriam normalmente, vamos dizer, do dia 25 de junho a 4 de julho. Dada essa circunstância, elas podem ser adiantadas na semana que vem. Não é uma data confirmada, mas as empresas já estão se articulando”.

Menos custos

De acordo com Nelson Azevedo, a antecipação das férias seria uma tentativa das empresas de reduzirem os custos até a normalização do sistema de transporte rodoviário. “A empresa não vai trazer funcionário para a fábrica, ter despesa de transporte, alimentação, energia elétrica se não tem produção. Há várias coisas embutidas e antecipar é uma forma de minimizar seus custos”, explicou.

O vice-presidente não possui dados sobre a queda da produção, porém destacou que o estoque de suprimentos vem sofrendo desabastecimento. “Isso que está preocupando. Está difícil de entrar matéria-prima, justo agora que estávamos caminhando para uma economia estabilizada. Entendemos o direito de alguém protestar, de fazer greve, mas o momento é muito delicado”.


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