Sexta-feira, 18 de Outubro de 2019
Manaus

Encontro de Marcelo Ramos com militantes de partidos ‘tem pinta’ de início de campanha

 Em debate para discutir projetos para enfrentar os problemas de Manaus, ex-deputado apresenta discurso de candidato 



1.jpg Marcelo Ramos fez críticas à gestão Arthur Neto, de quem foi aliado no segundo turno em 2012. “Tem muita política e pouca gestão”, avaliou Ramos, que também criticou Serafim e Amazonino
11/05/2015 às 08:58

Sem partido, o ex-deputado estadual Marcelo Ramos, que aspira em 2016 concorrer à Prefeitura de Manaus, deu mostra de que está em campanha ao reunir, na manhã de sábado, militantes do PPS, PDT, Rede Sustentabilidade e PSB em um debate que, nas palavras dele, foi feito por pessoas interessadas em construir “um projeto que possa enfrentar os problemas de Manaus”.

Aliado do prefeito Arthur Neto (PSDB) no segundo turno das eleições de 2012, Marcelo criticou a administração do tucano, igualando-a a de prefeitos anteriores. “Eleição você disputa com mais política e menos gestão. Governar você governa com mais gestão e menos política. Acho que esse equilíbrio na administração do Arthur precisava ser melhor visto. Tem muita política e pouca gestão”, diz.



Arthur não foi o único possível adversário de Marcelo em 2016 a receber críticas. Um deles foi o hoje deputado estadual Serafim Corrêa (PSB), com quem o ex-deputado caminhou nos últimos seis anos. “Na gestão do Serafim, o que ficou de marca? Buracos, problemas no sistema viário, principalmente na área central”, apontou.

Outra administração que Marcelo citou como exemplo de que não deu certo em Manaus foi à de Amazonino Mendes, do PDT - partido que figura como uma das possibilidades de novo lar partidário do pré-candidato. “O que ficou de marca da administração do Amazonino? A inexistência dele. Ninguém sabia onde ele estava. Ele despachava mais de casa do que da Prefeitura”, disse.

Para Marcelo, Arthur, apesar do esforço, não conseguiu fazer algo que distancie de Amazonino e Serafim. “O que o prefeito Arthur Neto fez? Foi para a área central e não resolveu os problemas das áreas periféricas. É um prefeito presente, mas você não vê nada muito novo”, concluiu.

Ânimo

Marcelo se motivou a disputar a Prefeitura de Manaus em 2016 após seu desempenho na eleição para o Governo do Estado do Amazonas, ano passado, quando obteve 179.758 votos, garantindo-lhe o terceiro lugar e contribuindo para um segundo turno inédito. Apesar de sair forte das urnas, Marcelo perdeu prestígio dentro do PSB por causa de brigas internas. Com a direção da legenda indiferente ao projeto de candidatura a prefeito ano que vem, o caminho que restou ao ex-deputado foi o de deixar a sigla.

Depois de lavar roupa suja com Serafim Corrêa na imprensa e nas redes sociais, Marcelo oficializou sua desfiliação do PSB na última quarta-feira, e disse que o partido “não representa mais o sonho” que carregou em 2014.

Mobilidade urbana será a pauta

O encontro promovido por Marcelo Ramos e o movimento “Todos pelo bem de Manaus”, no sábado, na Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) teve a participação de membros de partidos políticos, estudantes, lideranças comunitárias e do doutor em Engenharia de Transportes e Professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Geraldo Alves, que falou sobre mobilidade urbana.

Para Alves, além da falta de investimentos públicos em mobilidade urbana, o Executivo (Municipal e Estadual) tem um histórico de governos autoritários que não dialogam com a sociedade. “É um problema crônico de Manaus. Falta diálogo do poder público com a sociedade. E dois exemplos disso foram o Expresso, que falhou, e o monotrilho, que quase passa, mas não passou”, destacou.

No início de abril, o presidente da Câmara Municipal de Manaus, Wilker Barreto (PHS), disse que o Plano de Mobilidade Urbana – cuja responsabilidade por sua elaboração é da prefeitura - não ficaria pronto no prazo: 12 de abril. A promessa é que o plano seja entregue ainda nesse semestre. Enquanto isso não ocorre, a cidade fica impedida de receber recursos do governo federal para obras nessa área.

Blog: Edson Fernandes Jr, Militante do PSB E DO CONFECON

“ Como filiado ao PSB, fico muito triste de ver uma pessoa como ele, com peso político, decidir sair do partido. Infelizmente, eu sabia que o campo de atuação dele dentro do partido estava muito complicado. Então, essa saída era um passo natural que ele um dia viria a dar. Só posso ver tudo isso com tristeza, pois ele é uma pessoa que, dentro do PSB, poderia, sim, contribuir muito para a oxigenação do partido. Eu vejo o Marcelo Ramos como uma pessoa que tem condições (de administrar Manaus) não só por toda a experiência que ele amealhou ao longo de sua carreira, mais também como ser humano. Ele é aberto ao diálogo e esses encontros mostram exatamente isso, ele não se acha sabedor de todas as soluções”

Concorrência

A Eleição de 2016 pode ter o mesmo número ou mais de candidatos que disputaram a Prefeitura de Manaus em 2012, quando nove nomes concorreram. Isso porque partidos como PMDB, PP, SDD, PCdoB, PPS/PSB (em processo de fusão), PSDB, Rede Sustentabilidade, PV e PT têm quadros para lançar candidaturas.

Dez mandamentos entre governantes e governados

 A prefeitura será transparente nos seus atos e gastos e criará mecanismos de controle social;A prefeitura e seus gestores serão austeros, econômicos e eficientes nos gastos públicos; A prefeitura terá uma política fiscal equilibrada e as alíquotas de impostos serão definidas para estimular a formalização;A prefeitura priorizará ações na área de Educação, Saúde, Saneamento Básico e Transporte, Trânsito e Mobilidade;

Os servidores públicos receberão salários dignos, dentro da realidade orçamentária da Prefeitura de Manaus;Os servidores públicos serão cumpridores dos seus horários e deveres e prestarão seus serviços com dedicação ao público e eficiência. O cidadão não fará construções irregulares; O cidadão não sonegará impostos e não permitirá que quem vende sonegue;

O cidadão não se apropriará de nenhum espaço coletivo, como se privado fosse; O cidadão não jogará lixo nas ruas e nem nos igarapés;



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