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Manaus
SOLUÇÕES

Encontro discute alternativas para atender indígenas venezuelanos em Manaus

Atualmente, 520 índios estão sendo acompanhados pela Gerência de Migração, Refúgio, Enfrentamento ao tráfico de pessoas e Trabalho Escravo da Sejusc 14/06/2017 às 11:32
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(Foto: Márcio Silva)
Luana Gomes Manaus (AM)

Buscar propostas e alternativas pra atender grandes grupos migratórios. É este o objetivo do "Encontro Estadual sobre Política Migratória no Amazonas: Uma Abordagem Intersetorial", especialmente após a chegada recente de uma grande demanda de índios venezuelanos, da etnia Warao.

Atualmente, 520 índios estão sendo acompanhados pela Gerência de Migração, Refúgio, Enfrentamento ao tráfico de pessoas e Trabalho Escravo da Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc). A Secretaria é responsável pela promoção do evento, que acontece até às 18h de hoje no Centro Estadual de Convivência da Família Magdalena Arce Daou (Avenida Brasil, Santo Antônio, zona oeste).

Segundo a titular da secretaria, Graça Prola, não se pode reduzir a questão aos grandes abrigos. "É necessário que se busque alternativa de trabalho e renda. A regularização documental não pode ser entrave para inclusão nos programas sociais", pontua, ressaltando que a grande maioria dos estrangeiros que chegaram ao Estado já têm certificado de expedição estrangeira emitido pela Polícia Federal (PF), que permite adquirir Cadastro de Pessoa Fisica (CPF), por exemplo.

De acordo com a secretária, o Amazonas é rota fortíssima de entrada ou passagem para o Brasil. Não à toa, estrangeiros de diversos localidades escolheram o Estado como refúgio.

Foi o caso do haitiano Abdias Dolce, que chegou a região em junho de 2011, pouco depois do terremoto que culminou na destruição de parte do seu país em 2010.

Abdias diz que iria passar pelo Estado para seguir viagem a Guiana Francesa, mas encontrou oportunidades na região e permanece até hoje. Foi aqui que ele conseguiu se formar como Engenheiro Mecânico e hoje faz especialização em gerenciamento de projetos. "O povo haitiano tem o hábito de deixar seu país, especialmente após a catástrofe. Eu só tenho a agradecer a acolhida pela região e as oportunidades que surgiram", destaca.

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