Sexta-feira, 23 de Agosto de 2019
SAÚDE

Enfermeiros fazem caminhada na Ponta Negra e cobram valorização profissional

Com faixas e cartazes, o grupo pedia a regulamentação da carga horária de 30 horas de trabalho e da Lei do Descanso, uma remuneração digna e o combate à violência em hospitais



caminhada_63AD4BFE-5162-486D-BB83-F56152B48234.JPG Foto: Euzivaldo Queiroz
24/02/2019 às 11:22

Pelo menos umas 300 pessoas, entre enfermeiros, técnicos de Enfermagem e estudantes participaram de uma caminhada cobrando valorização profissional.  O ato, organizado pelo Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-AM) , aconteceu na manhã deste domingo (24), na avenida Coronel Teixeira, Ponta Negra, na Zona Oeste de Manaus.

Com faixas e cartazes, o grupo de especialistas pedia a regulamentação da carga horária de 30 horas de trabalho e da Lei do Descanso, uma remuneração digna e o combate à violência contra os profissionais que lidam diariamente com a população nos hospitais da cidade. 

“A ideia é mostra a importância da Enfermagem para a nossa sociedade e para os governantes. Estamos aqui para dizer que somos mais de 70% do número de profissionais da saúde em todas as unidades de saúde do Amazonas. A classe tem enfrentado violência, salários atrasados e baixos salários. Sem dignidade. Não temos conforto no ambiente de trabalho e sofremos com a violência praticada por pacientes, que se revoltam pela precariedade do sistema e muitas vezes pelos próprios colegas, de forma psicologia e física. Isso a gente não aceita. Por isso estamos buscando resolver isso e averiguar quando isso acontece”, disse o presidente do Coren, Sandro André.

Além das questões apontadas pelo presidente do Conselho, a categoria quis chamar a atenção em relação à formação do bom profissional. “Nós somos contra essa formação de educação a distância (EAD) também. É muito preocupante esses cursos, porque eles colocam em risco tanto a vida do profissional como a vida das pessoas. A valorização da Enfermagem também foca na questão da violência. Pois muitos profissionais se sentem frágeis em algumas situações. Muitos trabalham distante, onde não tem segurança em algumas unidades. Como aconteceu recentemente o caso de uma funcionária que foi esfaqueada em uma unidade da família.  Por isso a Enfermagem precisa se unir”,  disse  a enfermeira Andrea Gonçalves.

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